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  • Biblioteca Digital para a investigação científica e o conhecimento da história da China.
  • Selos comemorativos: 40 anos das Relações Diplomáticas entre a República Portuguesa e a República Popular da China, com o apoio da Embaixada da China em Portugal.

Presidência portuguesa pode contribuir para relação pragmática da UE com a China.

Portugal está numa boa posição para usar a sua presidência para definir uma abordagem pragmática da UE em relação à China, porque "reconhece a complexidade da relação", "mas considera-a crucial", defendem especialistas.

A posição consta de um relatório, a que a Lusa teve acesso, do 'think tank' independente Conselho Europeu para as Relações Externas (ECFR), que analisa como a presidência portuguesa pode impulsionar uma maior cooperação na UE para consolidar uma liderança global, tendo em atenção as opiniões dos europeus.

Evocando a chamada "diplomacia da máscara", que a China promoveu face à pandemia provocada pelo novo coronavírus e que se "traduziu numa ajuda intencional de equipamento de saúde, pessoal médico e apoio à investigação", o relatório aponta que ela correspondeu a mais uma forma de Pequim "explorar as diferenças entre os Estados-membros da UE".

Portugal tem "uma das ligações mais antigas de qualquer país europeu com a China" e, "com a exceção do Estado Novo de Salazar, as relações entre os dois países sempre foram estáveis e frutíferas".

Todavia, a atual relação "é profundamente assimétrica": "as exportações de Portugal para a China têm um valor inferior a mil milhões de euros por ano, enquanto o valor das importações da China ultrapassa os 2,2 mil milhões de euros".

Por outro lado, "o investimento chinês em Portugal intensificou-se após a crise financeira de 2008" e traduz-se hoje em "interesses significativos" nos setores da energia, banca, seguros, turismo, portuário e na saúde.

Neste contexto, a abordagem do governo português à relação com a China, e depois de "alguns os críticos" lhe terem chamado o "amigo especial da China na UE", tem sido a de alertar "contra tendências protecionistas na Europa" e de frisar que "até agora, a China tem mostrado absoluto respeito pelos quadros jurídicos português e da UE".

 

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