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Diplomata chinês de alto escalão diz que laços China-Portugal são "um modelo" e atribui isso ao respeito mútuo.

Um diplomata chinês de alto escalão descreveu a relação entre China e Portugal como "um modelo", dizendo que um dos segredos disso é o respeito mútuo.

"Portugal mostra grande respeito à China, e a China mostra respeito ainda maior a Portugal. Nós dois nunca intervimos nos assuntos internos do outro lado. Eu penso que isto é um dos segredos", disse Zhang Ming, chefe da missão chinesa para a União Europeia (UE).

Portugal foi talvez um dos últimos países europeus a estabelecer relações diplomáticas com a China no fim dos anos 1970, mas desde então a relação bilateral China-Portugal desenvolveu-se de maneira estável, rápida e amistosa, disse Zhang.

O diplomata fez as observações no sábado em uma entrevista aos meios de comunicação portugueses em Bruxelas, como Portugal assumiu a presidência rotativa de seis meses do Conselho da UE em 1º de janeiro.

Descrevendo as relações China-UE como "crucialmente importantes", Zhang disse que ambos os lados estão "felizmente surpreendidos e orgulhosos em ver que 2020 registrou um forte crescimento das relações China-UE".

No ano passado, os intercâmbios de alto nível entre a China a UE foram mais frequente que nunca antes. Os dois lados assinaram um acordo sobre indícios geográficos, que, disse Zhang, entrará em vigor em 1º de março 2021. Em 30 de dezembro 2020, os dois lados anunciaram a conclusão das negociações do acordo de investimento como programado.

As relações China-UE estão avançando contra todas as probabilidades, e a China e a UE têm agenda rica em 2021. "As oportunidades se apresentam mais proeminentemente" que os desafios, disse.

Em 2021, os dois lados farão esforços sustentados para promover intercâmbios de alto nível, impulsionar os procedimentos próximos do acordo de investimento China-UE, coordenar a resposta à COVID-19 em âmbitos de saúde e economia, aumentar a cooperação verde e digital, e fortalecer a governança multilateral, disse Zhang.

"Nós esperamos que Portugal, como o detentor da presidência rotativa (da UE), pode dar um impulso às equipes de ambos os lados. Nós esperamos que idealmente no primeiro semestre deste ano, possamos assinar o acordo de investimento", disse.

A China e a UE "vão ter a depuração e tradução jurídicas. E isto não significa reiniciar as negociações. Nós estamos apenas separando os detalhes e finalizando os detalhes... Depois da depuração jurídica, o texto será submetido à ratificação", acrescentou.

O diplomata está confiante nas perspectivas da relação China-UE. Primeiro, a China e a UE têm interesses compartilhados e precisam uma da outra como parceiras.

Segundo, ele disse que ambos os lados são cientes de suas responsabilidades compartilhadas para salvaguardar a paz e a prosperidade mundiais, defender o multilateralismo e melhorar a governança global.

Terceiro, ambos os lados têm um compromisso compartilhado com a cooperação e o diálogo. "Nós somos comprometidos a promover a cooperação, e resolver ou administrar as diferenças por diálogos em vez de confronto. Nós rejeitamos qualquer tentativa destrutiva de envenenar as relações internacionais", indicou Zhang.

Xinhua