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Senegal iniciou campanha de vacinação com doses da chinesa Sinopharm.

Debaixo de altas temperaturas, cerca de 15 personalidades proeminentes receberam a sua primeira dose da vacina nos jardins do Ministério da Saúde, numa cerimónia pontuada por aplausos e transmitida em direto pela televisão.

O ministro da Saúde, Abdoulaye Diouf Sarr, foi o primeiro a receber a vacina, que uma enfermeira administrou após retirar a dose de uma caixa azul refrigerada.

Para "superar a relutância de alguns", conforme o ministro fez questão de salientar, foi também vacinada a ministra dos Assuntos das Mulheres, Ndèye Saly Diop Dieng, o antigo ícone da televisão El Hadji Mansour Mbaye e o famoso especialista em doenças infecciosas Moussa Seydi.

Segundo Abdoulaye Diouf Sarr, 10% deste lote de 200.000 doses foram disponibilizados à Guiné-Bissau e à Gâmbia, 10.000 doses para cada um dos dois países vizinhos, como sinal de "solidariedade".

"Irei vacinar-me imediatamente", afirmou hoje o Presidente Macky Sal, dando a entender que não necessitava de um passe.

A vacina Sinopharm, que reclama uma eficácia de 79%, já foi utilizada em vários países africanos (Seicheles, Zimbabué, Egito, Guiné Equatorial), mas o Senegal é o primeiro no oeste do continente a lançar a sua campanha, que visa principalmente cerca de 20.000 trabalhadores da saúde e os idosos.

O país tem enfrentado um aumento dos casos de covid-19 desde o final de novembro e registou cerca de 33.000 casos positivos e mais de 800 mortes. Só hoje foram registadas 18 novas mortes, um recorde desde o início da pandemia.

O Senegal também espera receber doses através da iniciativa Covax, liderada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), e está em conversações com outros países, incluindo a Rússia, de acordo com o Presidente Macky Sall.

O Presidente senegalês disse também ter sublinhado a Emmanuel Macron as "exigências prementes da África", e que "espera que os seus parceiros tradicionais, em particular os países do G7, partilhem vacinas".

O Presidente francês propôs na sexta-feira que a Europa e os Estados Unidos da América entregassem "o mais depressa possível" 13 milhões de doses de vacinas em África, para que o continente pudesse vacinar os seus 6,5 milhões de profissionais de saúde.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.474.437 mortos no mundo, resultantes de mais de 111,6 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Notícias ao Minuto