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A Nova Rota da Seda Chinesa

Passados cinco anos desde a apresentação do projeto ambicioso de Xi Jinping, a Nova Rota da Seda tem angariado cada vez mais participantes na implementação e desenvolvimento de infraestruturas espalhadas por todo o globo. Recordemos que esta proposta foi apresentada pelo Presidente chinês numa visita ao Cazaquistão, em 2013.

A Nova Rota da Seda é uma estratégia política e económica que contribui para um novo olhar global sobre a Política Externa chinesa e a sua atuação diplomática.

Relembramos que os principais objetivos levados a cabo por este ambicioso projeto são: o desenvolvimento de infraestruturas, o estreitamento de laços políticos para a cooperação mútua, o aumento do número de acordos comerciais, a integração financeira de todos os países e a promoção da circulação de pessoas.

Xi Jinping pretende reavivar a antiga Rota da Seda através da Eurásia, a Rota da Seda Marítima pelo Sudeste Asiático, Oceano Índico, Médio Oriente e África. É ainda de realçar que este projeto empreende seis corredores económicos que se estendem pelos continentes asiático, europeu e africano. O corredor económico mais proeminente é o que liga a China ao Paquistão. Designamos, ainda, os restantes corredores económicos: primeiro, Bangladesh-China-Índia-Indonésia; segundo China e Península Indochina, China- Ásia Central e Ásia Oeste; terceiro, a nova ponte terrestre Eurasiática; quarto e último corredor económico, China- Mongólia- Rússia. Tendo em conta a extensão e o alcance tanto terrestre como marítimo da Nova Rota da Seda, estima-se que inclua dois terços da população mundial.

O Presidente chinês tem como principal meta política tornar a China no líder da economia global, ao mesmo tempo que concilia o Sonho Chinês com a Nova Rota da Seda, pretendendo o rejuvenescimento do país e a internacionalização da sociedade chinesa. Nos últimos cinco anos, surgiram numerosas linhas de caminhos-de-ferro de alta velocidade e de estradas que possibilitam as trocas comerciais entre vários países, nomeadamente os comboios de mercadorias que chegam até à Europa.

O sucesso deste projeto chinês tem sido reconhecido pelos dirigentes políticos, na medida em que na cimeira da Nova Rota da Seda de 2017 compareceram mais de 30 líderes políticos e representantes de aproximadamente 110 países. As vantagens que se esperam obter através da participação e investimento na dinamização deste projeto nos seus países é a redução do seu índice de pobreza e do subdesenvolvimento, já que as infraestruturas construídas pelo projeto chinês possibilitam que se conectem com mais e diversos mercados, com o objetivo de rejuvenesceram a sua economia.

Tomando como exemplo o Corredor Económico China-Paquistão, este comportou um investimento de 60 mil milhões para o desenvolvimento de 157 projetos, com a criação de 60 mil postos de trabalho, estimando-se que este número aumente até às centenas de milhares de empregos, que beneficiam o rendimento de muitas famílias. Por outras palavras, a inclusão e a participação ativa do Paquistão neste projeto contribui significativamente para a melhoria da sua economia. Além disso, este país pode ainda beneficiar de avanços nos setores do ambiente e da segurança.

           Por último, este projeto da Nova Rota da Seda possibilita o estreitamento de laços de amizade entre a China e diversos países, que contribuem para a sua ascensão pacífica no plano internacional e global. A única preocupação que China tem de ter em conta é a não promoção de blocos contra os Estados Unidos ou outro poderio. O modelo de desenvolvimento chinês baseia-se numa cooperação com benefícios mútuos para os países de terceiro mundo, cuja experiência do imperialismo não lhes havia trazido prosperidade nem o desenvolvimento de infraestruturas.

Fonte:

Amin, A. (n.d.). Belt and Road Initiative five years later. Acedido setembro 28, 2018, em http://www.chinadaily.com.cn/a/201808/10/WS5b6d46f5a310add14f38525f.html

Liliana Sousa

40 Anos da Reforma e Abertura da China

40 Anos da Reforma e Abertura da China

Em 1978, Deng Xiaoping teve uma ideia que iria mudar o caminho do país mais populoso do mundo. Nesse momento, a economia chinesa estava estagnada devido a décadas de guerra. Após o Salto em Frente e a Revolução Cultural, Deng Xiaoping  consuderou que  a China se tornaria num estado comunista próspero se adotasse algumas práticas capitalistas, mantendo a ideologia política socialista combinada com as reformas para a construção de uma economia de mercado. Esta ideologia cria uma nova forma de pensar chamada socialismo com características chinesas. Este permite propriedade privada, negócios privados e a adoção de um sistema de preço dual que dava a possibilidade às empresas estatais chinesas de venderem os produtos mais caros do que o preço legitimado pelo mercado, a fim de alcançar a quota estabelecida pelo governo chinês.

Pela primeira vez desde a fundação da República Popular da China em 1949, a China abre-se ao exterior e ao investimento estrangeiro, através da criação das zonas económicas especiais. Estas ideias de Deng Xiaoping foram vistas com sendo muito ambiciosas e, por isso, eram contestadas pela ala mais conservadora do Partido Comunista Chinês. Mas, o líder chinês encetou uma larga escala de privatização das empresas estatais chinesas. Desta forma, o plano de Deng Xiaoping foi um sucesso e passados quarentas anos a China alcançou uma rápida expansão, tornando-se na segunda maior economia do mundo e retirou mais de 800 milhões de pessoas da pobreza. Contudo, a rapidez deste desenvolvimento trouxe consequências: a China tornou-se num dos países mais poluidores, o processo de urbanização deixou pessoas desalojadas e a desigualdade social provocada pela distribuição díspar da riqueza do país, sendo as zonas rurais as mais afetadas e onde predomina a pobreza do país.

Em suma, estas décadas de reformas na China e a sua abertura ao exterior transformaram o Dragão Asiático.

Fonte:

Sun, C. L. W. (n.d.). 40 YEARS OF REFORM AND OPENING UP: VIDEO. Acedido novembro 9, 2018, em https://www.scmp.com/video/china/2172457/how-forty-years-reform-and-opening-have-transformed-china

Liliana Sousa

O interesse crescente pela Língua Portuguesa em Macau

“In Macau, the old colonial tongue is back in vogue” é uma afirmação da notícia divulgada pelo "The Economist" a qual nos revela as motivações da aprendizagem do português na cidade de Macau e o aumento dos alunos chineses na Escola Portuguesa de Macau, no Instituto Português de Macau e na Universidade de Macau.

A Escola Portuguesa de Macau é a única que ainda segue o currículo português de ensino que é lecionado em Portugal, tendo sido criada um ano antes da transferência de Macau pelos portugueses à China. A sua comunidade discente era constituída maioritariamente pelos filhos dos portugueses expatriados e atualmente regista-se o aumento dos alunos chineses nesta instituição.

O aumento do número de alunos a frequentar os cursos do Instituto Português do Oriente bem como da Universidade de Macau relaciona-se com o incremento das relações comerciais da China com a Lusofonia, do qual também resultou a criação do Fórum de Macau para o seu fomento e desenvolvimento. Segundo um jovem macaense, Ho deseja ser intérprete de empresas chinesas que estabelecem parcerias económicas e negócios com Portugal, Moçambique e Angola, por exemplo. Neste sentido, a Universidade de Macau inaugurou recentemente um centro de ensino bilingue e de formação que oferece workshops em língua portuguesa.

Por fim, Ho sublinha que a Língua Portuguesa é “parte da identidade de Macau” e, na verdade, a língua de Camões continua a ser a língua oficial, juntamente com a língua chinesa e o cantonês.

Referência:

The other official language. The Economist. Acedido novembro 26 , 2018, em https://www.economist.com/china/2018/11/08/in-macau-the-old-colonial-tongue-is-back-in-vogue

Liliana Sousa

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