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Eleições para o Comissão Eleitoral do Chefe do Executivo (CECE) de Macau

Decorreu, neste domingo, a eleição para o Comissão Eleitoral do Chefe do Executivo(CECE), que irá eleger o próximo Chefe do Executivo de Macau a 25 de Agosto. O CECE é composto por 400 membros provenientes de vários setores, sendo que 344 membros foram escolhidos nestas eleições de um total de 350 admitidos às eleições, segundo um comunicado da Comissão de Assuntos Eleitorais do Chefe do Executivo (CAECE). Os restantos membros serão selecionados entre os membros da Assembleia Legislativa de Macau, representantes de Macau para a Assembleia Popular Nacional e membros do Comitê Nacional da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês, membros do órgão municipal, e representantes do setor religioso. 

A taxa de votação foi de 87,2%, mais elevada do que a registada em 2014 por 4,51%, para mais informações aqui.

Opinião de Paulo Duarte sobre o Massacre de Tiananmen

Partilhamos aqui a entrevista dada por Paulo Duarte (associado do Observatório da China9 no programa 360, da RTP, no passado dia 4 de junho de 2019, acerca do Massacre de Tiananmen:

Assista aqui (minuto 54)

Ana Lourenço (AL): Três décadas depois do que se passou na praça de Tiananmen, para a maioria dos jovens chineses este é um não assunto. O que é que tem contribuído para que a memória se apague?

Paulo Duarte (PD): É não haver memória justamente. Tudo isto está ligado a uma amnésia cultural. Não se fala, na China, das atrocidades de Mao, Mao Tsé-Tung, como também não se fala deste acontecimento de Tiananmen, como também não se fala, aliás, do que se passa no Xinjiang e não digo só nada China... Nós hoje, é difícil, é difícil um chines criticar, senão mesmo diria quase impossível, tirando Hong Kong, mas Hong Kong é uma região administrativa especial da China. Mas mesmos os chineses que vivem no estrangeiro e não só, os próprios ocidentais, hoje pensam duas vezes antes de criticar a China. Porquê? Porque há muitas pressões económicas e a China é um actor de peso na esfera internacional e, portanto, os parceiros ocidentais sabem que qualquer palavra mal medida contra a China pode significar muitos milhões de euros, de dólares, num qualquer investimento com a China.

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Visita oficial do Presidente Marcelo Rebelo de Sousa à China

Em dezembro de 2018, o Presidente chinês Xi Jinping visitou Portugal elevando o nível do relacionamento bilateral luso-chinês, com a assinatura de vários memorandos de entendimento para a cooperação em vários setores económicos e culturais. Durante esta visita de Estado, Xi Jinping convidou o Marcelo Rebelo de Sousa a visitar o Dragão Asiático e a participar na 2.ª edição do Fórum “Uma Faixa, Uma Rota” para a Cooperação Internacional, nos dias 25 a 27 de maio, para o qual já tinha sido convocado em 2017. A presença e a participação de Marcelo Rebelo de Sousa neste fórum realça o interesse chinês em contar com a cooperação de Portugal, sobretudo na vertente marítima deste projeto de infraestruturas. Além da presença de muitos responsáveis máximos de países, várias organizações internacionais marcaram lugar no evento, nomeadamente a Organização das Nações Unidas (ONU), cujo secretário-geral António Guterres também discursou.

Nesta ida à China, a parceria entre Portugal e China, assinada em 2005, evoluiu para um diálogo estratégico entre Portugal e China. A formalização deste memorando de entendimento prevê a realização de: consultas políticas regulares sobre temas bilaterais e de política internacional, contactos entre as autoridades governamentais das duas nações.

José Augusto Duarte, embaixador de Portugal na China, relembra que o restabelecimento das relações diplomáticas entre Portugal e a China em 1979 propiciou a notória reciprocidade sobre as visitas oficiais bilaterais entre os dois países e salientou que profundar o relacionamento político luso-chinês contribuirá para o reforço das relações económicas e culturais.

Nesta visita oficial de Estado à China, Marcelo Rebelo de Sousa viajou pela China, visitando vários lugares de Pequim, Xangai e Macau, de 29 de abril a 1 de maio. O Presidente da República de Portugal reunirá com autoridades e representantes máximos do Estado Chinês como o seu homólogo chinês. Além disso, esta visita do Presidente português constitui uma oportunidade para conhecer e dialogar com os dirigentes dos principais investidores em Portugal como a China Three Gorges, State Grid, Fosun e Haitong, empenhados em manter a sua presença em Portugal e expandi-la aos países de língua portuguesa. Portugal é o quinto país europeu recetor do investimento chinês e expressa vontade de atrair mais investimentos “green field” por parte do gigante asiático. E conversou com os empresários portugueses que exportam os seus produtos para a China, realçando que o número de exportações para o mercado chinês deveria aumentar no domínio da indústria automóvel e do turismo.

Em Xanghai, a AICEP organizou um seminário económico, intitulado “Why Portugal?”, que contará com cerca de 200 participantes de empresas chinesas e portuguesas e o discurso do Presidente português. Ainda na cidade chinesa, Marcelo visitou o departamento de língua portuguesa mais antigo do país na Universidade de Estudos Internacionais de Xangai, destacando o interesse na aprendizagem e ensino da língua de Camões.

Já em Macau, onde terminou esta visita oficial de Estado, o Presidente português reuniu com o Chefe do Executivo do governo de Macau, Fernando Chui Sui On e inaugurou o novo Laboratório de Línguas. Também assinou um acordo que vai permitir ampliar a representação do Instituto Português do Oriente (IPOR) em Pequim para o ensino da língua portuguesa na China continental. Neste sentido, reconhece-se a importância do ensino e aprendizagem tando do português como do mandarim, a fim de beneficiar o progresso das relações económicas e culturais entre os Portugal e China.

Para finalizar, esta visita oficial à China traduz-se num balanço positivo ao nível dos avanços políticos, económicos e no reforço do ensino da língua portuguesa, elevando o relacionamento bilateral luso-chinês.

 

Notícias consultadas.pdf

Liliana Sousa

 

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