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Afonso Cruz assina cartaz da 7.ª edição do Festival Literário de Macau

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18:15 - 24/01/18 POR LUSA

O ilustrador e escritor português Afonso Cruz é o autor da imagem oficial da sétima edição do Festival Literário de Macau, que vai decorrer entre 10 e 25 de março, anunciou hoje a organização.

lém de dar a conhecer a imagem oficial do festival - Rota das Letras, a organização apresentou mais participações de autores lusófonos e chinêses, numa edição que se destaca a Coreia do Norte, com a presença da dissidente e ativista norte-coreana Hyeonseo Lee, e a autora Suki Kim, que passou seis meses infiltrada no país.


Lee, que fugiu da Coreia do Norte em 1997, com 17 anos, contou a sua vida naquele país e a fuga para o Sul no livro "A mulher com sete nomes", publicado em 2015 em Portugal. "Decidi publicar este livro para alertar a comunidade internacional e aumentar o conhecimento sobre a situação na Coreia do Norte", disse, na altura, à agência Lusa.

"É preciso continuar a exercer pressão sobre o regime norte-coreano e também pressionar a China para acabar com o apoio a Pyongyang, deixando de deter e deportar refugiados norte-coreanos que chegam a território chinês", afirmou sobre a aliança entre Pequim e o regime de Kim Jong-un.

A autora de obras infanto-juvenis Maria Inês Almeida e o historiador e escritor Rui Tavares, ambos de Portugal, juntam-se a Ungulani Ba Ka Khosa de Moçambique em representação da lusofonia, além dos já anunciados Julián Fuks (Brasil) e Ana Margarida de Carvalho (Portugal).

Da China, além de Han Dong e A Yi, nomes que tinham sido anunciados a 11 de janeiro, o festival vai contar com Bao Dongni (China) e Chan Hou Kei (Hong Kong), de acordo com um comunicado da organização.

Pelo edifício do antigo tribunal, em Macau, vão passar também James Church, ex-agente da CIA [serviços secretos norte-americanos] e escritor de romances policiais, e Michael Breen, a viver na península coreana há mais de três décadas.

Na Rota das Letras, festival fundado pelo jornal de Macau em língua portuguesa Ponto Final em 2012, vão também estar a escritora e jornalista espanhola Rosa Montero, o norte-americano Peter Hessler e a chinesa Leslie T. Chang.

O programa completo será apresentado no início do próximo mês, indicou a organização.

Fonte:https://www.noticiasaominuto.com/cultura/944231/afonso-cruz-assina-cartaz-da-7-edicao-do-festival-literario-de-macau

Contas bancárias de subsidiária do acionista chinês da TAP temporariamente congeladas

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25/1/2018, 11:22

Uma subsidiária da HNA, acionista da portuguesa TAP, disse que algumas das suas contas bancárias foram temporariamente encerradas, num novo sinal de escassa liquidez do grupo chinês.

Uma subsidiária da HNA, acionista da TAP através do consórcio Atlantic Gateway e da companhia brasileira Azul, disse esta quinta-feira que algumas das suas contas bancárias foram temporariamente encerradas, num novo sinal de escassa liquidez do grupo chinês.

Num comunicado enviado à bolsa de Xangai, e citado pelo jornal Financial Times, a firma Tianjin Tianhai Investment, que detém a distribuidora de tecnologia norte-americana Ingram Micro, afirma que três das suas contas bancárias foram congeladas, em 12 de janeiro, após uma disputa com o Ningbo Commerce Bank.

As contas bancárias foram reativadas três dias depois e após “negociações amigáveis”, lê-se na mesma nota.

A subsidiária do grupo HNA suspendeu esta quinta-feira as negociações em bolsa, citando a possibilidade de uma reestruturação dos seus ativos, num outro comunicado.

Na segunda-feira, seis subsidiárias do grupo HNA suspenderam as negociações em diferentes praças financeiras da China.

Em comunicados separados, as empresas informaram que a empresa matriz, o grupo HNA, está a preparar “ações importantes”, nomeadamente a reestruturação dos ativos das respetivas empresas.

Uma das subsidiárias detalhou que estão a decorrer “várias discussões e negociações”, visando uma reestruturação “ampla e de grande escala”.

Em dezembro passado, o grupo HNA reuniu com representantes de oito grandes bancos na sede da empresa na ilha de Hainan, extremo sul da China.

No mesmo mês, o banco chinês Citic Bank revelou que a empresa estava a ter dificuldades em saldar as suas dívidas.

Em novembro passado, o diretor-executivo do grupo, Adam Tam, anunciou que a empresa se quer desfazer de parte dos seus ativos, depois de ter investido, nos últimos anos, 33 mil milhões de euros além-fronteiras.

O HNA é um dos principais visados das advertências das autoridades chinesas para investimentos “irracionais” no estrangeiro, que podem acarretar riscos para o sistema financeiro chinês.

Em novembro passado, a agência de ‘rating’ Standard & Poor’s avisou o grupo de que “estruturas agressivas de financiamento” estão a danificar a sua solidez financeira. A agência colocou a dívida do HNA em nível “lixo”.

Segundo a S&P, o grupo somava na altura uma dívida de longo prazo de cerca de 49 mil milhões de euros – equivalente a uma dívida líquida de 6,5 vezes o lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações.

A empresa detém indiretamente cerca de 20% do capital da TAP, através de uma participação de 13% na Azul (companhia do brasileiro David Neelman que integra a Atlantic Gateway) e uma participação de 7% na Atlantic Gateway, e tem ainda importantes participações em firmas como Hilton Hotels, Swissport ou Deutsche Bank.

Uma das suas subsidiárias, a Capital Airlines, inaugurou este ano o primeiro voo direto entre a China e Portugal.

O grupo tem também estado na mira de reguladores estrangeiros, face à dificuldade em entender quem são os seus acionistas, ocultados por detrás de múltiplas empresas fictícias, subsidiárias e afiliados.

Na semana passada, as autoridades norte-americanas afirmaram que não vão aprovar mais investimentos do HNA, até que o grupo forneça informação precisa sobre os seus acionistas.

Em dezembro passado, os reguladores da Nova Zelândia encarregues do investimento externo bloquearam a aquisição de uma sociedade financeira pelo HNA, apontando que a informação fornecida sobre a estrutura acionista do grupo “era insuficiente”.

Em julho passado, os reguladores suíços disseram também que o grupo forneceu informação “incompleta ou falsa” sobre a sua estrutura acionista, aquando da aquisição da Gategroup, líder no catering para o sector da aviação.

A HNA foi fundada em 1993 e tem sede em Haikou, capital de Hainan.

Fonte:http://observador.pt/2018/01/25/contas-bancarias-de-subsidiaria-do-acionista-chines-da-tap-temporariamente-congeladas/

 

Cada visto "gold" equivale a três entradas em Portugal

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25 DE JANEIRO DE 2018     01:26

Estrangeiros que investiram em Portugal são 5553, mas com as suas famílias representam 14 868, quase três vezes mais

O número de imigrantes que obtiveram uma autorização de residência por investir em Portugal diminuiu em 2017. Em contrapartida, os que aderiram a esta medida estão a trazer mais familiares. Na esmagadora maioria, são pessoas que compram imóveis por 500 mil ou mais euros e cada visto gold corresponde, em média, ao investidor e mais duas pessoas. É sinal de que estão a imigrar para ficar e não para circular por outros países como no início, diz quem conhece estes imigrantes. Falamos maioritariamente de chineses, mas os brasileiros quase duplicaram.

Os dados do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras indicam 1351 autorizações de residência para atividade de investimento (o chamado visto gold) no ano passado, uma ligeira diminuição comparativamente ao ano anterior, 1414 (ver infografia). Só que estão a trazer mais familiares (2678 em 2017, mais 14%), o que faz que o total de entradas por esta via tenha aumentado.

Y Ping Chow, o presidente da Liga dos Chineses em Portugal, acha esta subida natural, também ele tem verificado que os vistos gold (5553 desde 2012) trazem cada vez mais familiares - 9315 no total. "As pessoas vêm primeiro e depois trazem a família. Ficam cá, desenvolvem outros investimentos e atividades. Trazem primeiro a mulher e os filhos e, se as coisas continuarem a correr bem, também os pais e os sogros querem vir para Portugal." A lei permite o reagrupamento familiar para os titulares do visto gold a descendentes e ascendentes, desde que sejam seus dependentes.

Aconteceu com Liu Guanghui, 48 anos, que foi jornalista antes de exportar motociclos da China para os EUA, atividade que beneficiava muito com um visto europeu. Chegou a Portugal em 2008 com a mulher e os filhos. Os pais vieram depois e aqui viveram nove meses mas não se adaptaram. "Infelizmente, não conseguiram habituar-se ao ambiente estrangeiro." Comprou casa em Alcabideche, Cascais, onde vive com a mulher e os filhos: um rapaz de 9 anos e uma rapariga de 12, que estudam na Escola dos Salesianos do Estoril. Adquiriu mais duas habitações, uma em Alcabideche e outra em Sintra, que disponibiliza na plataforma Airbnb, funcionando como alojamento local. "O que está melhor neste momento em Portugal é o turismo, a empresa de exportação não está tão bem, e estou a pensar em apostar no turismo", justifica Liu. Aliás, está a desenvolver uma empresa com compatriotas para explorar o boom de turistas.

Escolheu o país por afinidade mas também pela facilidade em obter uma autorização de residência. Liu Guanghui é de Zhuhai, cidade do Sul da China e que faz fronteira com Macau. "Conhecia Portugal relativamente bem e não tive qualquer problema em tomar a decisão. E, com a política do visto gold, foi muito fácil obter o cartão de residência, demorou quatro meses", conta. Com o que já não está tão satisfeito é com a renovação deste documento, elegendo a "burocracia e a incompetência do SEF" como o pior do país. "Normalmente, esperamos entre oito e 12 meses... é intolerável. Durante esse período não posso sair, ainda neste Natal a minha família foi à China e eu passei aqui, sozinho".

Os vistos gold representam a entrada no país de 3,5 mil milhões de euros desde que começaram a ser concedidos (8 de outubro de 2012), a esmagadora maioria através da compra de imóveis. Significou em 2017 um investimento de 844 milhões, ligeiramente menos do que em 2016 (874 milhões)que quase duplicou o valor de 2015 (465 milhões). Estes investidores também podem obter uma autorização de residência pela transferência de capital (302 nesta situação) ou para abrir uma empresa com dez trabalhadores ou mais (apenas oito requerentes criaram estes postos de trabalho). Os familiares entram ao abrigo do reagrupamento familiar como acontece com os imigrantes em geral, não necessitando de investimento.

Os chineses representam 64,6% destes investidores, mas há uma nacionalidade, a brasileira, cujos requerentes quase que duplicaram de 2016 para 2017, de 247 para 463. Uma comunidade que o advogado Vasco Esteves bem conhece, já que trabalha na área de imigração e muitos dos seus clientes são naturais do Brasil. "Os brasileiros sempre trouxeram cônjuge e filhos ou outros dependentes, acontece com todos os imigrantes, também no caso dos que investem em Portugal." Esta é uma das explicações que encontra para a subida de autorizações de residência a familiares dos titulares de vistos, outra explicação é o desejo de aqui se fixarem.

"Anteriormente, estas pessoas pediam autorização de residência porque lhes interessava ter um documento português para circularem, nomeadamente para os Estados Unidos, um destino que atrai muitos brasileiros. Agora não, eles vêm para cá morar, querem viver aqui e posteriormente adquirir a nacionalidade portuguesa, o que acontece ao fim de seis anos de cá viverem", explica Vasco Esteves.

É aquele também o objetivo de Liu Guanghui, só que, ao contrário dos brasileiros, perde a nacionalidade de origem, uma vez que a China não permite a dupla nacionalidade. "Vivo aqui com a família, os filhos sentem-se bem, gostam de Portugal, é aqui que quero ficar. A qualidade da vida é muito melhor do que na China, o ar, as praias, as comidas, e a simpatia dos portugueses é incrível." Repete que gostaria que não houvesse tanta burocracia . Outra das suas preocupações é a segurança. "Temos medo de que as coisas piorem, conheço dez pessoas a quem as casas foram assaltadas."

Fonte:https://www.dn.pt/portugal/interior/cada-visto-gold-equivale-a-tres-entradas-em-portugal-9072699.html

 

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