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As relações futuras da Alemanha com a China

Artigo de opinião de Wolfgang Münchau publicado no Diário de Notícias

Provavelmente, a maior questão geopolítica para a UE atualmente, e especialmente para a Alemanha, são as relações futuras com a China. Na semana passada, uma revista alemã de negócios informou que um alto funcionário da chancelaria de Angela Merkel havia visitado a China para explorar as possibilidades de um acordo de não espionagem. 

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Ano Novo Chinês no Casino da Póvoa de Varzim

No dia 1 de fevereiro de 2019, o Observatório da China assistiu à conferência sobre "As Relações Económicas Portugal-China", organizada pelo Instituto para a Cooperação e Desenvolvimento Portugal-Oriente, em conjunto, com a Liga dos Chineses em Portugal.

As três comunicações apresentadas abordaram as relações diplomáticas entre Portugal e a China e como elas foram vistas através de Macau, já que o estabelecimento deste contacto luso-chinês comporta a resolução da questão de Macau e a transferência da administração portuguesa para a China. Contudo, a resolução da questão de Macau “apenas seria resolvida numa altura que a China considerasse apropriada” e foi com a tomada da liderança do Partido Comunista Chinês pelo Presidente Deng Xiaoping que apresentou a sua visão sobre “um país, dois sistemas” revelando, assim “a mentalidade chinesa muito pragmática”.

Além disso, analisaram a participação de Portugal no projeto “sinocêntrico” e o memorando de cooperação marítima que consiste no estabelecimento de uma “parceria azul” entre Portugal e China.

Por último, teceram considerações sobre a “dimensão da economia chinesa” cujo motor do seu desenvolvimento é através do investimento público e do consumo interno.

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Liliana Sousa

 

A Nova Rota da Seda Chinesa

Passados cinco anos desde a apresentação do projeto ambicioso de Xi Jinping, a Nova Rota da Seda tem angariado cada vez mais participantes na implementação e desenvolvimento de infraestruturas espalhadas por todo o globo. Recordemos que esta proposta foi apresentada pelo Presidente chinês numa visita ao Cazaquistão, em 2013.

A Nova Rota da Seda é uma estratégia política e económica que contribui para um novo olhar global sobre a Política Externa chinesa e a sua atuação diplomática.

Relembramos que os principais objetivos levados a cabo por este ambicioso projeto são: o desenvolvimento de infraestruturas, o estreitamento de laços políticos para a cooperação mútua, o aumento do número de acordos comerciais, a integração financeira de todos os países e a promoção da circulação de pessoas.

Xi Jinping pretende reavivar a antiga Rota da Seda através da Eurásia, a Rota da Seda Marítima pelo Sudeste Asiático, Oceano Índico, Médio Oriente e África. É ainda de realçar que este projeto empreende seis corredores económicos que se estendem pelos continentes asiático, europeu e africano. O corredor económico mais proeminente é o que liga a China ao Paquistão. Designamos, ainda, os restantes corredores económicos: primeiro, Bangladesh-China-Índia-Indonésia; segundo China e Península Indochina, China- Ásia Central e Ásia Oeste; terceiro, a nova ponte terrestre Eurasiática; quarto e último corredor económico, China- Mongólia- Rússia. Tendo em conta a extensão e o alcance tanto terrestre como marítimo da Nova Rota da Seda, estima-se que inclua dois terços da população mundial.

O Presidente chinês tem como principal meta política tornar a China no líder da economia global, ao mesmo tempo que concilia o Sonho Chinês com a Nova Rota da Seda, pretendendo o rejuvenescimento do país e a internacionalização da sociedade chinesa. Nos últimos cinco anos, surgiram numerosas linhas de caminhos-de-ferro de alta velocidade e de estradas que possibilitam as trocas comerciais entre vários países, nomeadamente os comboios de mercadorias que chegam até à Europa.

O sucesso deste projeto chinês tem sido reconhecido pelos dirigentes políticos, na medida em que na cimeira da Nova Rota da Seda de 2017 compareceram mais de 30 líderes políticos e representantes de aproximadamente 110 países. As vantagens que se esperam obter através da participação e investimento na dinamização deste projeto nos seus países é a redução do seu índice de pobreza e do subdesenvolvimento, já que as infraestruturas construídas pelo projeto chinês possibilitam que se conectem com mais e diversos mercados, com o objetivo de rejuvenesceram a sua economia.

Tomando como exemplo o Corredor Económico China-Paquistão, este comportou um investimento de 60 mil milhões para o desenvolvimento de 157 projetos, com a criação de 60 mil postos de trabalho, estimando-se que este número aumente até às centenas de milhares de empregos, que beneficiam o rendimento de muitas famílias. Por outras palavras, a inclusão e a participação ativa do Paquistão neste projeto contribui significativamente para a melhoria da sua economia. Além disso, este país pode ainda beneficiar de avanços nos setores do ambiente e da segurança.

           Por último, este projeto da Nova Rota da Seda possibilita o estreitamento de laços de amizade entre a China e diversos países, que contribuem para a sua ascensão pacífica no plano internacional e global. A única preocupação que China tem de ter em conta é a não promoção de blocos contra os Estados Unidos ou outro poderio. O modelo de desenvolvimento chinês baseia-se numa cooperação com benefícios mútuos para os países de terceiro mundo, cuja experiência do imperialismo não lhes havia trazido prosperidade nem o desenvolvimento de infraestruturas.

Fonte:

Amin, A. (n.d.). Belt and Road Initiative five years later. Acedido setembro 28, 2018, em http://www.chinadaily.com.cn/a/201808/10/WS5b6d46f5a310add14f38525f.html

Liliana Sousa

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