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A China vista da Europa: séculos XVI-XIX

EXPOSIÇÃO | 15 jul. - 11 set.  '20 | Sala de Exposições – Piso 2 | Entrada livre

 

A China integra o imaginário europeu desde tempos recuados, como espaço onde se projetam mitos, sonhos, expectativas e receios. Este território imenso, que a Europa foi conhecendo durante a Idade Média, sobretudo por via das relações de alguns mercadores e missionários cristãos (Marco Polo, Giovanni da Montecorvino, Odorico da Pordenone), é um espaço riquíssimo, que suscita curiosidade, mas que é longínquo e de difícil acesso.

 

Foi a partir do início da Idade Moderna, no quadro da expansão marítima portuguesa, que uma presença mais constante dos Europeus nos litorais chineses (após 1513) e do sudeste asiático, permitiu um conhecimento que se foi atualizando sobre o reino da China. A cartografia e a literatura de viagens portuguesas desempenharam neste domínio um papel relevante e com impacto na Europa. Também Macau foi, a partir de c. 1557, um palco estratégico de uma presença luso-asiática na China, como centro de saber, de comércio e da religião Cristã, que possibilitou a entrada dos Ocidentais no interior deste vasto espaço, particularmente de mercadores e missionários Jesuítas.

 


A partir de c. 1580, Fernão Vaz Dourado, Michele Ruggieri SJ, Matteo Ricci SJ, , Luís Jorge de Barbuda, Abraham Ortelius, Jan Huygen van Linschoten, Joan Blaeu, Martino Martini SJ, apenas para citar alguns dos principais cartógrafos, integram nas suas obras fontes chinesas e constroem novas imagens, progressivamente mais completas, não apenas dos litorais, mas também do interior do território do império chinês.

 


Através da exibição e da leitura de material gráfico que inclui mapas e roteiros, obras literárias, assim como instrumentos científicos e outros objetos tridimensionais, esta exposição narra alguns dos momentos importantes da construção da imagem da China a partir da Europa entre os séculos XVI a XIX, desde a chegada dos Portugueses aos Mares da Ásia até ao fenómeno da chinoiserie e da forma como, por sua via, podemos percecionar a projeção da Europa através da construção de um imaginário chinês.

 


Esta exposição enquadra-se no âmbito do projeto Portal Digital Macau/China: fontes dos séculos XVI a XIX, desenvolvido pelo Observatório da China em parceria com a BNP, com o patrocínio da Fundação Macau e o apoio da UCCLA, que já disponibiliza uma coleção digital com cerca de 175 mil imagens, de acesso universal e gratuito. O projeto compreende recursos textuais, iconográficos e cartográficos sobre Macau e a China que, para além de documentação da BNP, incluirá também a documentação relevante das bibliotecas da Ajuda e Pública de Évora.

 

 

Curadoria científica: Alexandra Curvelo (IHA-NOVA FCSH); Angelo Cattaneo (C.N.R - Consiglio Nazionale delle Ricerche, Roma); Rui Lourido (Observatório da China e UCCLA).

Bolsas de estudo para o ano letivo 2020/21 - República Popular da China

O Observatório tem o prazer de se associar à divulgação

 

Bolsas de estudo para o ano letivo 2020/21

República Popular da China

 
O Conselho de Administração de Bolsas de Estudo da República Popular da China disponibilizará seis bolsas de estudo,
com a duração de 11 meses,para alunos portugueses que queiram frequentar
instituições de ensino superior chinesas, durante o ano letivo 2020/2021.
 
 
De acordo com a comunicação recebida nestes serviços,
foi-nos indicado de que o prazo de submissão de candidaturas encerrará a 29 de fevereiro de 2020
e que os candidatos interessados poderão obter informações adicionais sobre o
programa de bolsas em apreço e as modalidades de inscrição através das
seguintes moradas eletrónicas: www.csc.edu.cn/studyinchina ; e www.campuschina.org .

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