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Prémio Literário UCCLA

LOGOS

“Prémio Literário UCCLA –  Novos Talentos, Novas Obras em Língua Portuguesa”  

 

O júri do “Prémio Literário UCCLA – Novos Talentos, Novas Obras em Língua Portuguesa”, constituído por escritores como António Carlos Secchin, Inocência Mata, José Luís Mendonça, José Pires Laranjeira, José Augusto Bernardes, Fernando Pinto do Amaral, e João Pinto Sousa (pelo Mov. 2014 e pela editora A Bela e o Monstro), Rui Lourido (pela UCCLA), decidiu os seguintes resultados do concurso publicamente lançado a 7 de Julho de 2015 e encerrado a 31 de Março de 2016, aqui diculgados:

 

1. Obra vencedora é - “Era uma vez um Homem” de João Nuno Rodrigues Pacheco Guimarães Azambuja, Portugal;

2.  Pela qualidade das obras apresentadas decidiu igualmente atribuir duas Menções Honrosas, uma em Prosa e outra em Poesia:

a.     À obra - Ausência , da autoria de Ana Beatriz Leal Saraiva

b.     À obra - Memórias Fósseis, da autoria de Wesley d’Almeida

 

Breves notas sobre as obras premiadas

 

Obra vencedora em 2016: Era Uma Vez Um Homem

Autor: João Nuno Azambuja

O início deste livro surpreende-nos pela extrema acutilância com que João Nuno Azambuja nos faz entrar no universo convulso e violento de um eu que, ao longo de uma semana, irá revelar, pôr em papel, toda a dor e desencanto, toda a ironia e vontade de viver que a própria existência arrasta consigo. A intersecção de planos vários (interioridade, exterioridade, passado, presente e sonho projetado para um porvir equívoco, que se sabe irrealizável), o léxico brutal em diversos momentos, assim como a capacidade de escrever estados de consciência que ocorrem como fluxos ininterruptos de sentimentos díspares, desejo e suicídio, repulsa e compaixão, amor e desencanto, tudo parece ser convocado para páginas onde encontramos uma prosa perfeitamente em consonância com a nossa época. O monodiálogo, a capacidade para o registo polifónico, a agudeza com que se desmontam problemas vários do nosso quotidiano (economia, política, religião, cultura, filosofia...), tudo se mostra num discurso visceral, excessivo no tom de furiosa sinceridade com que João Nuno Azambuja ataca um dia-a-dia que só pode ser dito dessa forma. Esta obra é das mais originais que entraram em concurso.

 

Atribuição das menções Honrosas

MENÇÃO HONROSA PROSA

Autora: Ana Beatriz Leal Saraiva

Obra: Ausência

Como a própria epígrafe revela: a vida «é uma história contada por um idiota, cheia de som e fúria, que significa nada». Shakespeare não está aqui como simples nota culturalista de alguém que se lança na aventura de escrever contos. Ausência é um livro que, da frase às imagens, tem momentos de grande virtuosismo verbal. O discurso em primeira pessoa – um sujeito a braços com a maior derrocada interior – onde as personagens, nomes de mulheres, falam do corpo e do amor, do sexo e da sua impossível e ao mesmo tempo inescapável presença na definição do próprio feminino. Mas este livro é, sobretudo, se o lermos como romance e não como contos encaixados entre si, a história de desencontro da narradora consigo mesma, perdendo-se numa vida entre corpos e dolorosas expectativas por não conseguir encontrar a metade correspondente à sua «anima» ausente.

MENÇÃO HONROSA POESIA

Obra: Memórias Fósseis

Autor: Wesley d’Almeida

«Enxerga a flor / com toda a tua retina / Apalpe-a / com toda pálpebra tua. / Assiste – nas pupilas - / todo o seu desabrochar. / Pois não se sabe quando / a cegueira da candura anoitece. / Nem / se o fruto a / manhã será». É este um dos poemas de Memórias Fósseis, conjunto de poemas onde o tom narrativo e a dicção intimista se misturam equilibradamente para inquirir das «memórias fósseis» de um eu que se encontra dividido entre passado, presente e futuro e quer agarrar o dia como pretendia Caeiro, uma das vozes presentes na dicção de Wesley d’Almeida. Com aparente simplicidade de processos (léxico concreto, frase simples, imagens pouco rebuscadas), este é um livro que tem a virtude de fazer da poesia um modo simples de dizer o mundo: «Pego num livro de Pessoa // Junto comigo / formigas / leem versos desequilibrados / bêbadas / de vinho e lirismo / há pouco derramados. // Cato / a esmo / e sobretudo / as lembranças embaçadas do porvir // fluxos de consciência / de mim mesmo.» O neologismo é aqui o processo retórico mais evidente, nomeadamente nos títulos dados a algumas secções (a VIII) onde os textos pretendem resgatar as crianças (os adultos) para um modo mais franco de estar na vida: «sem porquê / com poesia».

 

Breve nota sobre o conjunto das candidaturas

 

Este prémio literário UCCLA tem por parceiros a editora a Bela e o Monstro e o Movimento 2014 (criado para homenagear os 800 anos da Língua Portuguesa) e conta com o apoio da CML. Este Prémio teve uma grande afluência de candidaturas, sendo 722 autores concorrentes, que candidataram 865 obras (das maiores afluências em concursos literários no mundo da CPLP).

Quanto à diversidade e abrangência, conseguimos fazer o pleno dos países lusófonos (com grande representação do Brasil) e ampliámos a outras nacionalidades (candidataram-se autores de Espanha, Itália e Canadá, que escrevem em Português). Quanto ao género, cerca de um terço (281) são mulheres e 441 homens.Foi um sucesso  no seu objetivo de promover jovens escritores (pois 44 candidatos têm dos 16 aos 20 anos, sendo que entre os 20 e os  40 anos temos 362 candidatos).

Por outro lado conseguimos um diálogo de gerações, atraindo ao nosso concurso Literário 72 escritores seniores, com idades   entre os 60 e os 90 anos. O Júri agradece ao Professor Dr. António Carlos Cortez, seu consultor, pelo bom trabalho de triagem das candidaturas apresentadas a concurso.

 

JÚRI no ano 2016:

António Carlos Secchin, Brasil

Inocência Mata, São Tomé e Principe

José Luís Mendonça, Angola

José Pires Laranjeira, Portugal

José Augusto Bernardes, Portugal

Fernando Pinto do Amaral, Portugal

João Pinto Sousa ( pelo Mov. 2014 e A Bela e o Monstro)

Rui Lourido (pela UCCLA)

 

Estatísticas das Candidaturas

estatísticas prémio literário UCCLA

Chinese Music and Musical Instruments - 1st Lisbon Conference

O Observatório da China tem a honra de se associar na divulgação da Chinese Music and Musical Instruments - 1st Lisbon Conference que tomará lugar nos dias 23 e 24 de maio de 2016 no Centro Científico e Cultural de Macau (CCCM) - Rua da Junqueira n.º 30, 1300-343 Lisboa. Para mais informações consulte o site: www.cccm.pt, poderá ainda entrar em contacto através do seguinte contacto telefónico +351 213 617.

 

Chinese Music and Musical Instruments

3.ª Conferência do Grande Ciclo de Conferências da China

Está a decorrer em Lisboa o Grande Ciclo de Conferências da China desenvolvido pela Embaixada da China em conjunto com o Instituto Diplomático. A terceira conferência realizar-se-á já no dia 13 de maio, sexta-feira pelas 10h00, no Auditório da Sede da EDP – Av.ª 24 de julho n.º 12 A, 1200-109 Lisboa.

Desta vez o tema será “A Iniciativa de Uma Faixa e Uma Rota e a Sua Influência” cujo orador será o S.E. Embaixador Lv Fengding, Membro do Grupo Consultivo de Política Diplomática do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China.

 

 convite

 

O evento em causa é de entrada gratuita mas exige inscrição prévia, que poderá ser efetuada através do seguinte número telefónico: +351 213 928 430/ 441.

Palestra "O Caminho da Vida"

Exmos(as). Srs(as).

O Observatório da China tem o prazer de colaborar na divulgação do lançamento da edição portuguesa da obra “O Caminho da Vida” (The Path), que será marcado pela vinda a Lisboa dos autores: Prof. Doutor. Michael Puett e da jornalista Christine Gross-Loh que irão proferir a Palestra “O que os Filósofos Chineses nos Podem Ensinar Sobre a Arte de Bem Viver”, que tomará lugar no futuro dia 03 de maio de 2016 pelas 18h30 no Centro Científico e Cultural de Macau – Rua da Junqueira n.º 30, 1300-343 Lisboa.

O Caminho da Vida

Visita do Sr. Embaixador da China, Cai Run a Faro

Na sequência de reuniões com a Embaixada da República Popular da China (RPC), a Região de Turismo do Algarve, Universidade do Algarve e a Câmara Municipal de Faro (CMF) concretizou-se a visita ao sul de Portugal, a 26 de abril de 2016, para reuniões com as insituições acima mencionadas e ainda para a inauguração da exposição da "Novas Rotas da Seda pela Paz", de lugar no Conservatório Regional do Algarve. Um evento que contou com a organização da Embaixada da RPC em Portugal em parceria com o Observatório da China, Fundação Pedro Ruivo e apoio da Universidade do Algarve e CMF. 

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(Fotografia o Dr. Rogério Bacalhau e Dr. Cai Run; Fonte: Jornal Postal)

 

Exposição "Novas Rotas da Seda pela Paz"

A Direção do Observatório da China tem o prazer de convidar V. Exª a visitar a exposição subordinada ao tema "Novas Rotas da Seda pela Paz", que tem lugar no Conservatório Regional do Algarve - Av. Dr. Júlio Filipe Almeida Carrapo n.º 93, 8000-081 Faro. É um evento que conta com a organização da Embaixada da República Popular da China em Portugal em parceria com o Observatório da China, Fundação Pedro Ruivo e apoio da Universidade do Algarve e Câmara Municipal de Faro. A Exposição estará patente ao público entre 26 de abril e 06 de junho de 2016.

poster-FARO Rotas seda Observatorio

The Script Road - Macau Literary Festival

O Observatório da China esteve representado pelo seu presidente, Dr. Rui d’Ávila Lourido, no The Script Road – Macau Literary Festival. Iniciativa que consiste num encontro de escritores da China e das Comunidades de Língua Portuguesa, na qual o Observatório da China usou da palavra para apresentar o Portal Digital sobre Macau-China, o qual foi recebido com grande apreço pelos presentes. No evento, que é de caracter anual, estiveram diversas personalidades portuguesas, como por exemplo Pacheco Pereira.

 

Oradores Fest. Lit. Macau  asas

Audiência com a ACS de Guangdong e Guangzhou, Cantão

A 11 de março de 2016, o Presidente do Observatório da China, Dr. Rui d'Ávila Lourido, ainda de viagem à China, após o dia anterior de audiência com o Governo Municipal de Cantão (Guangzhou) e encontro com Hongfei Xu, na qualidade de entidade com historial académico e cultural, reuniu com duas Academias de Ciências Sociais (ACS). Nomeadamente a ACS de Guangdong e a ACS de Guangzhou, na sede da academia provincial, onde foi acordado o reforço das relações entre as academias e o Observatório da China. Em termos de projetos académicos, de salientar a edição da Crónica dos Mares - Hailu e futuro projeto de investigação sobre a História de Cantão.

 

guangdong 1  

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Reunião com o Escultor Hongfei Xu

Ainda a 10 de março de 2016, o Presidente do Observatório da China, Dr. Rui d'Ávila Lourido, na sua viagem à China, reuniu com o Escultor Hongfei Xu, reconhecendo nas obras do escultor a devida qualidade, procurou-se assim a viabilização de futuramente trazer essas mesmas peças a Portugal. Uma vez que a escultura é uma forma de arte cuja vivacidade surge mais rapidamente ao olho do espetador. 

Hongfei Xu 2 

Hongfei Xu 1

Audiência com o Diretor Geral Internacional do Governo da Cidade de Cantão (Guangzhou)

A 10 de março de 2016, o Presidente do Observatório da China, Dr. Rui d'Ávila Lourido, de viagem à China, reuniu com o Governo Municipal de Cantão (Guangzhou). O governo fez-se pronunciar pelo seu Diretor Geral Internacional, onde foi acordado o reforço das relações entre Cantão e o Observatório da China. A colaboração passará por trocas a nível de projectos culturais e académicos de aproximação entre ambos intervenientes, com base no respeito e valoração mútua face à história entre Portugal e a China numa projeção benéfica a nível das relações bilaterais futuras.

 

governo municipal de cantão

Exposição "O Vermelho na China"

No seguimento da mensagem anterior sobre a Mostra de Cinema, vimos agora informar da Exposição "O Vermelho na China", ambas integradas na semana de iniciativas (de 25 a 29 de janeiro) anterior às festividades do Novo Ano Chinês (do Macaco), que, decorrerem a 30 de janeiro, no Martim Moniz.

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Mostra de Cinema Chinês

Este ano é comemorado em Lisboa com uma semana de iniciativas (de 25 a 29 de janeiro) anterior às festividades que, decorrerem a 30 de janeiro, no Martim Moniz. O Ano Novo Lunar entra a 8 de fevereiro.

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