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EUA admitem reentrada na OMS se houver reformas e independência da China.

Responsáveis do governo norte-americano disseram esta quarta-feira que os Estados Unidos da América (EUA) vão continuar a pedir reformas na Organização Mundial da Saúde (OMS) e independência do Partido Comunista chinês, mas "quando for correto" podem considerar reentrada na estrutura.

Numa teleconferência para jornalistas, a que a Lusa teve acesso, Nerissa Cook, subsecretária de Estado adjunta para Assuntos de Organizações Internacionais, disse que os EUA podem voltar a considerar entrar na OMS se forem concluídas reformas e se houver "independência face ao Partido Comunista da China".

A saída dos Estados Unidos da Organização Mundial da Saúde foi anunciada no passado mês de julho e deverá acontecer até 6 de julho de 2021.

A responsável do gabinete para organizações internacionais do Departamento de Estado disse esta quarta-feira que o presidente Donald Trump será o responsável pelas decisões de reentrada na OMS, apesar de Trump ter deixado claro que não vai reconsiderar a saída no próximo ano.

Nerissa Cook disse que os Estados Unidos vão redirecionar 62 milhões de dólares que ainda ia pagar à OMS este ano para operações da instituição mãe, Organização das Nações Unidas (ONU). A informação foi dada esta quarta-feira à OMS em Genebra, Suíça, por diplomatas norte-americanos.

Nerissa Cook defendeu que a OMS "tem de ser independente nos processos e procedimentos ao lidar com a pandemia" de covid-19 e que os Estados Unidos estão a "advogar por maior rapidez e qualidade na comunicação" dos membros, criticando a "falta de responsabilidade e transparência".

Segundo a subsecretária de Estado adjunta, o Presidente dos EUA "deu a oportunidade à OMS de praticar reformas", que a organização negou e que justificou a decisão de saída.

 

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