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Plano dos EUA de venda de armamento avançado a Taiwan aumenta tensão com a China.

Os Estados Unidos vão avançar para mais uma venda de armamento a Taiwan, numa altura em que a tensão regional é elevada. A Casa Branca enviou aos presidentes das comissões de Negócios Estrangeiros do Senado e da Câmara dos Representantes as notificações para a venda de três sistemas avançados de armamento.

Há mais encomendas de armamento preparadas para serem enviadas ao Congresso, mas ainda necessitam de aprovação prévia do Departamento de Estado, diz a Reuters. A posição oficial do Departamento de Estado é de não comentar as vendas de armas a outros países antes da notificação oficial junto do Congresso.

As notificações que chegaram às comissões incluem um lançador de foguetes HIMARS fabricado pela Lockheed Martin, mísseis de longo alcance ar-terra da Boeing, e sensores de imagem externa para aplicação em caças F-16.

O governo taiwanês rejeitou comentar a notícia, reservando-se o direito de se pronunciar apenas quando o negócio estiver formalizado. Mas a porta-voz do executivo, Joanne Ou, referiu a necessidade de Taiwan de proteger-se. “A China continua a usar provocações militares para pôr em causa a estabilidade regional, sublinhando a importância de reforçar as capacidades de autodefesa de Taiwan”, afirmou.

Os negócios de armamento entre os EUA e Taiwan são um tema sensível, especialmente para o regime chinês que considera a ilha parte integral do seu território, embora seja governada de forma independente desde 1949. Apesar de não reconhecer oficialmente Taiwan como um país soberano, Washington é o garante da segurança da ilha, onde os receios de uma invasão armada pela China são grandes.

O Governo chinês condenou a venda de armas norte-americanas a Taiwan e prometeu uma “resposta legítima e necessária de acordo com a evolução da situação”.

 

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