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China aplica medidas retaliatórias contra mais seis 'media' dos EUA.

A estação televisiva ABC, o jornal diário Los Angeles Times e a estação Minnesota Public Radio serão obrigados a fornecer listas dos seus funcionários, imóveis e operações financeiras na China, dentro de sete dias, disse Zhao Lijia, porta-voz da diplomacia chinesa, num comunicado. A medida abrange ainda o 'site' especializado Bureau of National Affairs, a revista Newsweek e a agência noticiosa Feature Story News.

Esta é "uma retaliação absolutamente necessária contra a repressão irracional (pelo Governo dos EUA) contra os 'media' chineses nos Estados Unidos", explicou Zhao.

Na quarta-feira, Washington mudou o estatuto de seis meios de comunicação chineses nos Estados Unidos e estendeu as medidas contra 'media' acusados de servir de utensílio à "propaganda" de Pequim.

Consideradas como "missões estrangeiros", os 'media' chineses abrangidos devem doravante comunicar ao Departamento de Estado norte-americano pormenores sobre o seu pessoal e sobre os seus imóveis nos Estados Unidos.

Antes, nove meios de comunicação chineses já tinham sido qualificados como "missões estrangeiras", incluindo a agência oficial Nova China e o canal de televisão CGTN.

A medida retaliatória agora anunciada pelo Governo chinês "expõe à vista de todos a hipocrisia da chamada liberdade de expressão e de imprensa", disse Zhao Lijian, no comunicado.

Em julho, Pequim já tinha criado restrições às agências noticiosas Associated Press (AP) e United Press Internacional (UPI), bem com a estação televisiva CBS e à cadeia radiofónica NPR, para além de ter expulsado jornalistas norte-americanos que trabalhavam para vários jornais relevantes, como o The New York Times, Washington Post e Wall Street Journal.

Hoje, a China também já tinha anunciado sanções contra várias empresas norte-americanas devido ao seu envolvimento num acordo preliminar para venda de armas a Taiwan, no valor de 1,8 mil milhões de dólares (1,5 mil milhões de euros).

As sanções vão punir as empresas Lockheed Martin, Boeing Defense e Raytheon, e "outros indivíduos e entidades", afirmou Zhao, sem avançar mais detalhes.

Zhao tinha avisado, na semana passada, que a China daria "uma resposta legítima", depois de o Departamento de Estado dos EUA ter anunciado a sua intenção de vender a Taiwan três lotes de armas, incluindo mísseis SLAM-ER e unidades HIMARS, um sistema leve lançador de múltiplos mísseis.

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