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O presente eleitoral de Trump para a China.

Biden ganhou a eleição nos Estados Unidos. No entanto, no nível ideológico, um colapso eleitoral nos Estados Unidos, com amargos confrontos políticos e intermináveis litígios, seria uma propaganda fantástica para o Partido Comunista Chinês. Os líderes chineses apontariam a turbulência política dos EUA como sintoma de seu terminal declínio. A incompetente gestão de Trump durante a pandemia já fez do país um objeto de pena em todo o mundo. Se ele cumprir as ameaças de desafiar a vontade dos eleitores dos EUA, o apelo da democracia americana para as pessoas que vivem sob ditaduras, inclusive na China, seria eviscerado. 

Embora democratas e republicanos considerem a China a mais séria ameaça para os Estados Unidos, é de se perguntar como os EUA poderiam efetivamente travar uma nova guerra fria contra a China enquanto estão mergulhados em uma guerra civil política e liderados por um chefe do executivo que mais da metade do eleitorado considera ilegítimo. No mínimo, uma maior intensificação da polarização partidária tornaria impossível para o país reconstruir sua força em casa por meio de investimentos em saúde, educação, pesquisa científica, energia limpa e infraestrutura – todos esses urgentemente necessários, para conseguir manter vantagem competitiva do país sobre a China.

A sabedoria popular acredita que os líderes da China prefeririam uma vitória de Biden. Embora a China possa então enfrentar um Ocidente mais unificado, um governo Biden seria mais previsível e aberto à cooperação em mudanças climáticas e saúde pública global. Mas a perspectiva dos EUA paralisados por uma crise de ilegitimidade política em casa e afastada de seus aliados no exterior pode ser ainda mais atraente para o PCC.

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