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EUA: China e Rússia ainda não enviaram os parabéns a Joe Biden.

Os governos (e principalmente os presidentes) da China e da Rússia ainda não encontraram razões para endereçarem os tradicionais parabéns ao vencedor das eleições norte-americanas, o democrata Joe Biden – dizendo oficialmente, tanto Pequim como Moscovo, que estão à espera do encerramento de todas as diligências que envolvem o escrutínio que teve lugar no passado dia 3 de novembro. 

A China diz que tomou nota da declaração de vitória de Joe Biden, mas adiou o envio da mensagem de parabéns. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Wang Wenbin, disse esta segunda-feira que o resultado das eleições seria determinado de acordo com as leis e procedimentos dos Estados Unidos, e que Pequim seguiria as práticas internacionais para enviar os seus parabéns. “Percebi que Biden declarou vitória nas eleições”, mas, para Pequim, isso não chega para fechar o assunto.

A China teve desde o primeiro momento uma relação turbulenta com o presidente Donald Trump, caracterizada pelos crescentes atritos sobre comércio, tecnologia e competição pela influência na Ásia e no mundo. A pandemia de Covid-19 veio piorar ainda mais este estado de coisas, o Trump a acusar diretamente a China de ser responsável pela brutal multiplicação dos infetados – que são em número recorde precisamente nos Estados Unidos.

Os analistas afirmam que Joe Biden provavelmente tentará reatar os laços com a China, mas isso não é totalmente certo – ou, pelo menos, o entendimento entre os dois países poderá nunca mais ser aquele que havia quando Barack Obama era o presidente. Em 2016, o presidente chinês, Xi Jinping, enviou parabéns a Trump a 9 de novembro, um dia após a sua eleição.

A Rússia parece ter feito as mesma opção: o Kremlin disse que aguardará os resultados oficiais das eleições presidenciais norte-americanas antes de comentar os resultados e de endereçar os parabéns ao vencedor.

O presidente Vladimir Putin permaneceu em silêncio sobre o assunto desde que o democrata Joe Biden assumiu a vitória no passado sábado, quatro dias após as eleições de 3 de novembro.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse esta segunda-feira que Moscovo considera mais apropriado esperar pela declaração oficial. “Achamos apropriado aguardar a contagem oficial dos votos”, disse.

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