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Trump veta orçamento de Defesa com o argumento de "favorecer a Rússia e a China".

O projeto de lei de Autorização de Defesa Nacional, que atribui 740 mil milhões de dólares [cerca de 600 mil milhões de euros] para o orçamento militar, "não inclui medidas críticas de segurança nacional, inclui disposições que não respeitam os nossos veteranos e a nossa história militar e contradiz os esforços de meu governo para colocar os Estados Unidos em primeiro lugar nas nossas ações de segurança nacional e política externa", argumentou Trump.

Trump opõe-se à disposição que limita a retirada de tropas do Afeganistão e da Europa e a uma outra que remove os nomes de antigos líderes da Confederação das bases militares americanas.

Os legisladores no Congresso aprovaram a medida com ampla maioria e margem suficiente para ficar à prova de veto, o que significa que a rejeição do presidente pode ser anulada.

Se o Congresso não anular o veto do presidente - que exige maioria de dois terços em ambas as câmaras (Representates e Senado) - será a primeira vez em 60 anos que o Ato de Autorização de Defesa Nacional (NDAA) não se tornará lei.

Trump qualificou o projeto de lei como um "presente para a China e a Rússia".

O presidente cessante também disse que as medidas do projeto de lei para limitar o regresso das tropas americanas "não só é uma má política , como também é inconstitucional".

O projeto de lei de defesa define a política do Pentágono. Também determina decisões que afetam armas, pessoal, distribuição de tropas e outras medidas de segurança. Uma série de iniciativas militares serão paralisadas se o projeto não se tornar lei.

O líder republicano do Senado Mitch McConnell foi um dos muitos membros do partido Republicano que defendeu o projeto de lei, mesmo quando Trump ameaçou rejeitá-lo.

Embora McConnell tenha sido um aliado fiel do presidente durante a sua gestão, o veterano legislador disse que a medida anual de defesa deve ser aprovada.

McConnell e o líder democrata no Senado Chuck Schumer já concordaram em marcar uma votação de revogação do veto de Trump para a próxima semana.

 

Diário de Notícias