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Pompeo denuncia “fraqueza” do acordo de investimentos entre UE e China.

O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, denunciou a “fraqueza” do acordo sobre investimentos entre a União Europeia (UE) e a China, dizendo que ele não protege contra as ameaças de Pequim.

“Quando o analisamos, é um acordo fraco. Não protege os trabalhadores europeus contra a predação do Partido Comunista Chinês”, disse o chefe da diplomacia dos EUA, numa entrevista divulgada esta terça-feira.

As críticas de Mike Pompeo ao acordo atingido em 30 de dezembro entre a UE e a China sobre um plano de princípios (após sete anos de negociações) são as primeiras a serem reveladas publicamente por um membro do Governo de Donald Trump.

No mês passado, Jake Sullivan, futuro conselheiro de segurança nacional do Presidente eleito, Joe Biden, já tinha convocado os aliados europeus para “consultas preliminares” sobre as suas “preocupações comuns sobre as práticas económicas da China”.

Pompeo, considerado um frontal detrator da China, não chegou ao ponto de pedir à UE que se desfizesse do acordo, mas deixou claro que os Estados Unidos não desejavam chegar a um acordo semelhante.

“Nós preocupamo-nos muito com os nossos trabalhadores, o nosso pessoal, a nossa indústria e a nossa propriedade intelectual, para assinar um acordo fraco que permitiria à China continuar a envolver-se em atividades que não são justas, equilibradas e recíprocas”, explicou Pompeo.

Bruxelas espera que este pacto de investimentos abra o mercado interno de alto potencial da China às empresas europeias, proporcionando um impulso bem-vindo após meses de crise económica, devido à pandemia de Covid-19.

As negociações prosseguem agora para a assinatura do acordo, apesar das preocupações expressas pela UE sobre a situação dos direitos humanos na China, incluindo o encarceramento em massa de pelo menos um milhão de uigures e muçulmanos de língua turca.

O pacto representa uma vitória para a China, após os esforços concertados do Governo do Presidente Trump para isolar o país, numa altura em que o seu país tem encorajado vários países a não estabelecerem acordos com a empresa tecnológica chinesa Huawei para as redes de telecomunicações 5G, alegando riscos de segurança.

ECO SAPO