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Wall Street volta a recuar preocupada com a economia e com a China.

O aumento inesperado dos pedidos de subsídio de desemprego nos EUA conjugado com as declarações do presidente da China, que rejeita sugestões de que país procurará dissociar-se economicamente dos Estados Unidos e de outros parceiros comerciais, arrefeceram o ímpeto de um mercado nova-iorquino estimulado pelos sucessivos progressos dos laboratórios em matéria de vacinas contra a Covid-19.

A primeira nota a preocupar os investidores foi o aumento dos pedidos de subsídio de desemprego nos EUA 742 mil, mais 31 mil em relação à semana passada, a primeira sbida em cinco semanas.

Um dado que faz aumentar os receios dos investidores quanto aos efeitos da crise sanitária na economia. Poucos minutos após o início das negociações, o Dow Jones perdia 89,3 pontos, ou 0,3%, para 29.349,12 pontos e o Standard & Poor's 500, caiu 0,34% para 3.555,79 pontos. O índice Nasdaq Composite perdia 0,13% para 11.786,39 pontos na abertura.

O Presidente da China, Xi Jinping, rejeitou esta quinta-feira sugestões de que o seu país procurará desassociar-se economicamente dos Estados Unidos e outros parceiros comerciais, numa altura de crescentes tensões em torno do comércio e tecnologia.

Numa intervenção 'online' durante uma reunião com executivos da região Ásia Pacífico, Xi prometeu continuar a abrir o mercado chinês, mas não anunciou nenhuma iniciativa para responder às reclamações de que o Partido Comunista subsidia indevidamente as empresas chinesas, protegendo-as da concorrência externa.

Xi rejeitou a intenção de Pequim responder às sanções dos EUA contra as suas empresas de tecnologia libertando-se da ligação a parceiros globais, visando a autossuficiência.

O Partido Comunista promoveu os seus próprios padrões tecnológicos, ao bloquear o acesso de firmas estrangeiras à rede doméstica. Isto gerou temores de que os mercados mundiais se possam dividir em segmentos menores, com padrões industriais incompatíveis, prejudicando a produtividade.

"Nós nunca iremos recuar na História e tentar separar-nos ou formar um 'pequeno círculo' para manter os outros de fora", disse Xi.

A administração de Donald Trump cortou o acesso do grupo chinês de tecnologia Huawei à maioria dos componentes e tecnologia dos Estados Unidos, por motivos de segurança.

A Casa Branca está ainda a pressionar o proprietário chinês do serviço de vídeo TikTok a vender a sua operação nos Estados Unidos.

Xi prometeu reduzir taxas alfandegárias, mas não deu detalhes.

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