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O grande salto tecnológico da China.

A evolução dos investimentos em P&D e patentes da China mostram como a inovação tecnológica é relevante para o país com estratégia de desenvolvimento.

A prioridade em inovação e tecnologia faz parte da “Dual Circulation Strategy”, como nova estratégia do duelo econômico contra os EUA. O que é o “Dual Circulation Strategy? Duas linhas de ação: 1º estratégia: fortalecer o mercado interno; 2º estratégia: investimento tecnológico.

De acordo com as previsões para os próximos planos quinquenais, a China vai priorizar o aumento do investimento em inovação. Por exemplo, a parcela de pesquisa e desenvolvimento (P&D) do PIB de 2,5% em 2020 deve aumentar para cerca de 3% em 2025, e aumentará ainda mais os gastos em educação e treinamento vocacional.

Nesse processo, a digitalização é uma área-chave onde a China provavelmente tentará manter sua liderança. O governo deve apoiar ainda mais a digitalização e as implicações relacionadas no próximo plano de cinco anos.

É importante observar que o Covid-19 acelerou a digitalização. Espera-se que a penetração das vendas online na China continue a aumentar, de 21% em 2019 e 25% no ano até a data em 2020, enquanto a oferta online de outros serviços, incluindo trabalho remoto, educação, saúde e serviços financeiros também crescerá rapidamente.

Do ponto de vista em infraestrutura, a China provavelmente continuará a investir, mas possivelmente em um ritmo muito mais lento do que na década anterior, especialmente projetos de transporte, instalações públicas urbanas e construção em regiões subdesenvolvidas.

A reforma “hukou” e a urbanização apontam para novos investimentos em serviços e instalações públicas e mais consumo urbano. O investimento anual de “nova infraestrutura” está em torno de 1 trilhão de yuans (US$ 146 bilhões), equivalente a 5% do investimento total em ativos fixos em infraestrutura. As expectativas são de que o 14º Plano Quinquenal aumente essa proporção e o volume de investimento, um crescimento mais elevado e novas estruturas superando a “infraestrutura antiga” nos próximos cinco anos.

Do ponto de vista da sustentabilidade, com sua ambição persistente de longo prazo de desenvolver a economia verde, a China deve estabelecer um padrão mais alto de proteção ambiental e emissão de poluição no novo plano de cinco anos. Isso inclui 18% para a participação de energia não fóssil no consumo total de energia (versus 15,3% em 2019 e meta de 15% definida para 2020), maior redução do uso de energia por unidade do PIB e das emissões de dióxido de carbono e dióxido de enxofre.

Essa lógica entre sustentabilidade e desenvolvimento econômico, como elemento estratégico, ficou claro no Discurso de Xi Jinping na Assembleia Geral da ONU, sobre as medidas vigorosas para controlar a emissão de poluentes e alcançar a neutralidade de carbono antes de 2060.

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