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Entidades da China e Brasil assinam compromissos para desenvolver projetos energéticos.

A SPIC Brasil, subsidiaria brasileira da Corporação Estatal de Investimento em Energia da (SPIC), o SNPDRI – Instituto de pesquisa de energia inteligente da SPIC na China e o Centro de Pesquisa de Energia Elétrica (CEPEL) do Brasil assinaram nesta quinta-feira um Memorando de Entendimento para o desenvolvimento de projetos energéticos.

O objetivo é desenvolver um programa de intercambio de experiências, pesquisa, desenvolvimento e inovação, especialmente em energias renováveis e ‘energia inteligente’, além de fortalecer a cooperação entre Brasil e China.

Devido à pandemia da COVID-19, a cerimônia de assinatura do documento foi realizada em um evento online.

A cerimônia contou com a presença do ministro de Minas e Energia do Brasil, Bento Albuquerque, do embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, além do presidente da SPIC, Qian Zhimin, presidente do Conselho da SPIC Brasil, Yuan Rui, presidente do SNPDRI, Xu Qian, CEO da SPIC Brasil, Adriana Waltrick, presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Junior e diretor-geral do Cepel, Amilcar Guerreiro.

O ministro Albuquerque citou a atuação da SPIC Brasil no setor energético do país e destacou a importância da “smart energy” (energia inteligente) para o desenvolvimento do Brasil.

“A expansão do setor elétrico brasileiro levou em conta o compromisso de reduzir a emissão de gases. O Brasil é um dos países com maior percentagem de energia limpa em sua matriz energética, com uma capacidade em energia solar e eólica acima da média mundial”, ressaltou.

“A assinatura deste memorando de entendimento será útil para manter um ambiente de competitividade e inovação, por meio da incorporação de novos conceitos e tecnologias, boas práticas e outras referências de modernidade”, acrescentou.

Por sua vez, o embaixador da China no Brasil, Yang Wanmin, recordou que este novo fruto da aliança bilateral na área de energia dá continuidade a outras iniciativas, poucos meses depois da participação da SPIC Brasil nas termoelétricas do porto de Açu, em agosto.

“Tanto China como Brasil são grandes produtores e consumidores de energia. Esperamos ver em breve progressos substanciais no compromisso firmado hoje. Desejo todo êxito à cooperação no setor entre os países”, declarou.

Segundo Adriana Waltrick, CEO da SPIC Brasil, a intenção é avaliar os projetos desenvolvidos no instituto de ‘energia inteligente’ e da SPIC na China com a ideia de implementar soluções para mercado brasileiro.

“O projeto demonstrará a viabilidade do conceito de ‘energia inteligente’ nos centros urbanos brasileiros e foi concebido para ser um novo negócio para a SPIC Brasil nos próximos anos”, disse.

Um dos projetos piloto que está em estudo tem por objetivo a integração/gestão dos sistemas (gás, calefação, água e energia elétrica) a partir da perspectiva da geração/cogeração, armazenamento, gestão do consumo e o uso de equipamento mais eficiente para criar melhores resultados energéticos.

Além disso, o Memorando de Entendimento tem como premissa promover a cooperação entre as universidades e os centros de pesquisa de armazenamento de energia sobre “energia inteligente”.

“Queremos buscar oportunidades para implementar essas soluções nas instalações públicas. Também é uma oportunidade para ter a SPIC Brasil como um grande cliente de projetos de pesquisa e desenvolvimento e para fomentar a inovação em nosso país”, disse Amílcar Guerreiro, diretor-geral da CEPEL.

A SPIC Brasil é uma subsidiária da Corporação Estatal de Investimento em Energia da China (SPIC), uma companhia global de geração de energia e projetos relacionados.

A empresa opera atualmente a Central Hidrelétrica de São Simão, na fronteira entre os estados de Minas Gerais e Goiás, e dois parques eólicos na Paraíba.

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Huawei investe 40 milhões de reais em pesquisa e desenvolvimento no Brasil em 2020.

A gigante tecnológica chinesa Huawei Technology Co. Ltd. estima investir um total de 40 milhões de reais (US$7,51 milhões) em pesquisa e desenvolvimento no Brasil este ano, avançou Bruno Zitnick, Director de Relações Públicas e Governamentais da Huawei Brasil.  

Segundo o BN Americas, o responsável disse durante um evento ‘online’ na quarta-feira que cerca de 90 por cento dessa quantia já foi investida, sobretudo em projectos mineiros, agrícolas e ambientais.

A Huawei está envolvida em 20 projectos industriais e universitários no Brasil e permanece empenhada no apoio à reconversão digital de diferentes indústrias brasileiras, acrescentou Bruno Zitnick.

Um projecto envolve mineração automatizada tendo por base o 5G, a quinta geração de telecomunicações, e está a ser desenvolvido numa mina brasileira da Sul Americana de Metais S.A. (SAM), que é detida pelo grupo chinês Honbridge Holdings, refere o portal noticioso.

Ler artigo completo em: Fórum China-PLP

Conselho Empresarial Brasil-China quer relação bilateral de longo prazo.

O Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC) lançou na sexta-feira o documento “Bases para uma Estratégia de Longo Prazo do Brasil para a China”, num evento em que participou o Vice-Presidente brasileiro, Hamilton Mourão.

Segundo um comunicado do CEBC, académicos e empreendedores trocaram opiniões no evento sobre os potenciais ganhos para o Brasil de um relacionamento estratégico e de longo prazo com a China.

Fernanda Guardado, Economista-Chefe do banco brasileiro de capitais chineses Bank of Communications BBM, disse que as inovações da China em moeda e pagamento digitais podem ser oportunidades para o Brasil diminuir custos e aumentar capital disponível para investimentos.

Os dois países podem cooperar nas áreas da engenharia e tecnologia, disse Guilherme Quintella, Presidente Executivo do grupo Estação da Luz, que defendeu que é importante o Brasil dar a conhecer melhor aos chineses as suas especificidades regulatórias.

O documento elaborado pela economista Tatiana Rosito propõe um modelo para o relacionamento entre a China e Brasil focado nas áreas das infra-estruturas, finanças e tecnologia.

 

Ler artigo completo em: Fórum China-PLP

Após Eduardo Bolsonaro atacar China, Mourão defende ampliação do comércio com o país.

O vice-presidente Hamilton Mourão defendeu nesta quinta-feira (26) a ampliação e a diversificação das relações comerciais com a China e declarou que o governo brasileiro precisa atuar de forma “ordenada” para informar suas prioridades ao governo chinês com “clareza e objetividade”.

Mourão participou de uma videoconferência promovida pelo Conselho Empresarial Brasil-China, que produziu um estudo sobre as perspectivas da relação entre os dois países.

O vice, que representa o Brasil na Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban), discursou dois dias após a embaixada da China no Brasil repudiar mensagens publicadas em uma rede social pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro e presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara.

O deputado escreveu na noite de segunda-feira (23) — e depois apagou na terça (24) — mensagem sobre o 5G, a internet móvel de quinta geração. Na mensagem, dizia que o governo brasileiro declarou apoio a uma “aliança global para um 5G seguro, sem espionagem da China”.

Mourão não abordou o 5G no discurso, porém destacou que a China é o principal parceiro comercial do Brasil e que as economias dos dois países se complementam. Para ele, o governo brasileiro deve atuar de forma ordenada, pois a parceria oferece condições de ampliar os negócios com chineses para além do agronegócio.

“Os diferentes setores do governo brasileiro precisam atuar de maneira ordenada em seu engajamento com o governo chinês, comunicando nossas prioridades com clareza e objetividade. A complementariedade entre as economias de Brasil e China oferece bases sólidas para expandir e diversificar a relação nos mais diferentes setores", disse Mourão.

O vice frisou a importância das exportações de produtos brasileiros para China no desenvolvimento do agronegócio brasileiro. Ele defendeu estender essa relação para outros setores da economia.

“Precisamos agora lançar o olhar para o futuro, de modo a encontrar meios de ampliar e diversificar as relações existentes, criando oportunidades para outros setores da nossa economia e da nossa sociedade", disse.

Mourão ainda relatou que o governo trabalha para identificar as prioridades do Brasil na relação bilateral e na proposta de reforma da Cosban, a fim de tornar a comissão mais eficiente. O próximo encontro da comissão será em 2021 no Brasil.

Ler artigo completo em: G1

Deputados querem afastar Eduardo Bolsonaro de comissão por críticas à China.

Deputados de grupos parlamentares ligados à relação Brasil-China vão pedir o afastamento de Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) da presidência da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara. O documento deve ser protocolado semana que vem, quando haverá sessão plenário da Casa. A articulação dos deputados acontece após o filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) dizer no Twitter, na noite segunda-feira (23), o governo brasileiro declarou apoio a uma "aliança global para um 5G seguro, sem espionagem da China". Ontem ele apagou a publicação.

A movimentação para pedir o afastamento de Eduardo é encabeçada pela presidente do grupo parlamentar de apoio as relações entre os países do Brics (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), Perpétua Almeida (PCdoB-AC). O pedido tem apoio dos presidentes da frente parlamentar Brasil-China, Fausto Pinato (PP-SP), e da frente de Amizade Brasil-China, Daniel Almeida (PCdoB-BA). O grupo procura apoio da bancada ruralista. A China é um dos principais parceiros econômicos do Brasil.

"A disputa dos Estados Unidos com a China é uma briga de potências, de gigantes para ver quem vai dominar a próxima revolução tecnológica. Como o Brasil vai se posicionar numa briga de potências? Brigando com todo mundo? Nossa preocupação tem que ser com os interesses do Brasil", disse Perpétua.

Em razão da pandemia do novo coronavírus, as comissões não funcionam na Câmara. Com isso, Eduardo segue como presidente até que uma nova comissão seja instalada e um novo presidente eleito. "É que não existe nenhuma comissão instalada, devido à pandemia. Mas o presidente anterior continua respondendo administrativamente pela comissão. Então vamos levar a questão ao plenário para que seja votado o afastamento dele", disse a deputada.

Por ser uma situação atípica, não há clareza do trâmite deste requerimento, mas para ser analisado em plenário precisará ser pautado pelo presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

 

Ler artigo completo: UOL

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