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Diplomatas da China e EUA no Brasil discutem no Twitter sobre Xinjiang.

Uma briga no Twitter eclodiu entre os embaixadores dos EUA e da China no Brasil em um eco das relações tensas entre seus países.

Tudo começou na sexta-feira, com um retweet do embaixador americano Todd Chapman, de uma conta do Departamento de Estado que acusou o Partido Comunista da China de realizar uma "campanha de esterilização em massa para mulheres como parte de sua repressão aos uigures e outras minorias étnicas" em Xinjiang. "O silêncio não é uma opção", disse Chapman.

No sábado, a conta do Twitter da embaixada dos EUA citou o diretor do FBI Christopher Wray acusando a China de pagar a cientistas de universidades americanas "para trazer secretamente nosso conhecimento e inovação de volta à China - incluindo pesquisas valiosas financiadas pelo governo federal". Ele acrescentou: "Isso está acontecendo no Brasil?"

O embaixador chinês Yang Wanming reagiu no domingo, com um tweet que dizia “esse homem vem ao Brasil com uma missão especial, que é atacar a China com rumores e mentiras. Aconselhamos que você pare de fazer atividades desse tipo... Uma formiga tenta derrubar uma árvore gigante, ridiculamente exagerando sua capacidade."

Foi um pequeno eco de uma disputa maior. O governo da China disse na sexta-feira que retaliará autoridades e instituições dos EUA após a imposição de sanções a Washington por três autoridades locais do Partido Comunista no poder por violações dos direitos humanos na região noroeste de Xinjiang.

Brasil e EUA estão fortemente alinhados. Em 4 de julho, pouco antes de dar positivo para o Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, o presidente brasileiro Jair Bolsonaro esteve com Chapman para comemorar o Dia da Independência dos EUA.

 

Ler artigo completo em: South China Morning Post