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Brasil apoia proposta dos EUA que limita participação da China no 5G, diz Itamaraty.

O Ministério das Relações Exteriores afirmou nesta terça-feira (10) que o Brasil apoia os princípios de um plano dos Estados Unidos que busca restringir o acesso de empresas chinesas ao mercado mundial da internet móvel de quinta geração (5G).

A iniciativa é chamada de "Clean Network" e, segundo o governo brasileiro, conta com a adesão de países da Europa e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), principal aliança militar dos EUA. No Brasil, os leilões das frequências para a implementação do 5G só devem acontecer em 2021.

O apoio foi expresso pelo secretário de Negociações Bilaterais e Regionais nas Américas do Itamaraty, embaixador Pedro Costa e Silva, em cerimônia ao lado do Secretário para Crescimento Econômico, Energia e Meio Ambiente do Departamento de Estado dos EUA, Keith Krach.

Krach participou de reuniões com autoridades brasileiras nesta semana sobre comércio, investimentos, meio ambiente, cooperação espacial e mineração, segundo o governo.

"O Brasil apoia os princípios contidos na proposta do Clean Network feita pelo EUA, inclusive na Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), destinados a promover, no contexto do 5G e outras novas tecnologias, um ambiente seguro, transparente e compatível com os valores democráticos e liberdades fundamentais", afirmou o embaixador.

Em setembro, o presidente Jair Bolsonaro havia afirmado em uma transmissão em rede social que caberá a ele próprio a decisão sobre a implementação da tecnologia 5G no Brasil. Segundo Bolsonaro, não vai ter "ninguém dando palpite".

A definição dos parâmetros do leilão cabe à Anatel – que, segundo a Lei Geral de Telecomunicações, goza de "independência administrativa, ausência de subordinação hierárquica, mandato fixo e estabilidade de seus dirigentes e autonomia financeira".

Há, no entanto, debates sobre a tecnologia 5G em temas como segurança nacional, espionagem e privacidade de dados. Nestes casos, o tema caberia à inteligência do governo e à própria Presidência da República. O governo ainda não informou como pretende interferir no assunto.

 

Ler artigo completo em: G1