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A embaixada chinesa no Brasil revida no momento em que Brasília se junta à ‘Rede Limpa’ da América.

A embaixada da China no Brasil reagiu aos comentários feitos por um alto funcionário dos EUA, depois que Brasília se tornou esta semana a mais recente signatária de um acordo americano para bloquear a gigante de tecnologia chinesa Huawei Technologies Co. de redes 5G de países estrangeiros.

“O que os EUA chamam de‘ redes limpas ’é discriminação, exclusão e política”, disse a missão em um comunicado divulgado na quinta-feira. Ele veio depois que o Brasil assinou na quarta-feira a proposta norte-americana “Rede Limpa”, que já atraiu apoio em dezenas de outros países.

A embaixada se irritou com um discurso feito por Keith Krach, subsecretário de Estado dos EUA para o crescimento econômico, energia e meio ambiente, na embaixada dos EUA em Brasília na quarta-feira, no qual ele se referiu à Huawei como a “espinha dorsal do estado de vigilância [da China] ”.

“Formou-se um consenso de que não se pode confiar no Partido Comunista Chinês nossos dados e propriedade intelectual mais sensíveis”, disse ele.

Um comunicado conjunto divulgado após Krach se encontrar com autoridades do Itamaraty disse que o país sul-americano “apóia os princípios contidos na proposta da Rede Limpa feita pelos Estados Unidos”.

O embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, foi o primeiro a responder às alegações de Krach, levando ao Twitter na quarta-feira para descrevê-los como "sem vergonha" e "cheios de mentiras".

Em entrevistas com a mídia brasileira e chinesa, Yang também respondeu às afirmações da América de que a Huawei representava um risco à segurança de outras nações.

A visita de Krach ao Brasil fez parte de uma viagem de 10 dias pela América Central e do Sul, que também incluiu paradas no Chile, Equador, Panamá e República Dominicana. A promoção do plano Rede Limpa estava na agenda de toda a viagem, disse o Departamento de Estado dos EUA na semana passada.

O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, disse na terça-feira que mais de 50 países já assinaram a proposta.

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