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Após Eduardo Bolsonaro atacar China, Mourão defende ampliação do comércio com o país.

O vice-presidente Hamilton Mourão defendeu nesta quinta-feira (26) a ampliação e a diversificação das relações comerciais com a China e declarou que o governo brasileiro precisa atuar de forma “ordenada” para informar suas prioridades ao governo chinês com “clareza e objetividade”.

Mourão participou de uma videoconferência promovida pelo Conselho Empresarial Brasil-China, que produziu um estudo sobre as perspectivas da relação entre os dois países.

O vice, que representa o Brasil na Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban), discursou dois dias após a embaixada da China no Brasil repudiar mensagens publicadas em uma rede social pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro e presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara.

O deputado escreveu na noite de segunda-feira (23) — e depois apagou na terça (24) — mensagem sobre o 5G, a internet móvel de quinta geração. Na mensagem, dizia que o governo brasileiro declarou apoio a uma “aliança global para um 5G seguro, sem espionagem da China”.

Mourão não abordou o 5G no discurso, porém destacou que a China é o principal parceiro comercial do Brasil e que as economias dos dois países se complementam. Para ele, o governo brasileiro deve atuar de forma ordenada, pois a parceria oferece condições de ampliar os negócios com chineses para além do agronegócio.

“Os diferentes setores do governo brasileiro precisam atuar de maneira ordenada em seu engajamento com o governo chinês, comunicando nossas prioridades com clareza e objetividade. A complementariedade entre as economias de Brasil e China oferece bases sólidas para expandir e diversificar a relação nos mais diferentes setores", disse Mourão.

O vice frisou a importância das exportações de produtos brasileiros para China no desenvolvimento do agronegócio brasileiro. Ele defendeu estender essa relação para outros setores da economia.

“Precisamos agora lançar o olhar para o futuro, de modo a encontrar meios de ampliar e diversificar as relações existentes, criando oportunidades para outros setores da nossa economia e da nossa sociedade", disse.

Mourão ainda relatou que o governo trabalha para identificar as prioridades do Brasil na relação bilateral e na proposta de reforma da Cosban, a fim de tornar a comissão mais eficiente. O próximo encontro da comissão será em 2021 no Brasil.

Ler artigo completo em: G1