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Ataques de Ernesto Araújo à China podem afetar vinda de insumo para produção de vacina no Brasil.

O Brasil corre o risco de colher negativamente, agora, o resultado dos ataques ao governo chinês feitos ao longo dos últimos dois anos pelo ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e enfrentar dificuldades na importação de insumos para a produção de vacinas no Brasil, tanto pela Fiocruz como pelo Instituto Butantan. 

A avaliação é de assessores do presidente Jair Bolsonaro, preocupados com o risco de as importações dos princípios demorarem para ser liberadas, o que provocaria uma falta de vacinas para o Programa Nacional de Imunização.

O presidente Bolsonaro encarregou o ministro da Casa Civil, Braga Neto, de traçar uma estratégia para negociar com os chineses o destravamento burocrático das importações já encomendadas pela Fiocruz e pelo Butantan. 

Segundo assessores do presidente da República, o governo brasileiro não poderá contar, nestas conversas, exatamente com aquele que deveria exercer esse papel, o chanceler Ernesto Araújo. 

O governo de São Paulo já está em negociações para tentar liberar um pedido de importação de 11 mil litros de princípios ativos, capazes de produzir cerca de 18 milhões de doses da coronavac. No caso de São Paulo, a vantagem é que o Estado assinou contrato com o laboratório chinês Sinovac e tem uma boa relação com a China, o que pode facilitar as tratativas para liberar a vinda dos insumos ainda em janeiro.

Se os princípios ativos chegarem ainda em janeiro ou início de fevereiro, o Butantan teria condições de dar continuidade à produção no país da Coronavac, num momento em que já finaliza a fabricação de 4,8 milhões de doses da vacina. 

Já no caso da Fiocruz, um instituto do governo federal, até hoje nenhuma importação de princípio ativo foi liberada para fabricação das vacinas da AstraZeneca no Brasil. E as negociações, neste caso, são conduzidas por órgãos do governo brasileiro. Ou seja, os ruídos nas relações entre Brasil e China podem afetar a vinda destes insumos num tempo mais rápido possível.

G1