ptzh-CNen
  • Home
  • Notícias
  • China - Brasil
  • Butantan culpa 'briga' entre Bolsonaro e China por atraso na entrega de doses da CoronaVac para o Ministério da Saúde.

Butantan culpa 'briga' entre Bolsonaro e China por atraso na entrega de doses da CoronaVac para o Ministério da Saúde.

O Instituto Butantan culpou o “desgaste diplomático” entre o governo federal e a China pelo atraso na entrega de doses da vacina CoronaVac para o Ministério da Saúde. Em nota divulgada nesta quinta-feira (18), o instituto disse que “o Ministério da Saúde omite a briga com a China" e "ignora fatos” ao atribuir o atraso ao Butantan.

A nota foi publicada pelo Butantan após o Ministério da Saúde anunciar que o atraso do instituto “quebra a expectativa do Ministério da Saúde de cumprir o cronograma divulgado”.

O contrato firmado entre o Butantan e o ministério para a compra de 46 milhões de doses para o governo federal prevê a entrega de 9,3 milhões no mês de fevereiro. No início do mês, o governo de São Paulo relatou dificuldades para importar matéria-prima da China.

Segundo o Ministério da Saúde, o Butantan vai enviar apenas 2,7 milhões de doses neste mês, o que corresponde a 30% do total previsto para fevereiro. Ainda de acordo com a pasta, o instituto avisou o governo federal do atraso apenas nesta quinta-feira, por meio de um ofício.

Já o Butantan disse que é “inacreditável que o Ministério da Saúde queira atribuir ao Butantan a responsabilidade pela sua completa falta de planejamento”. O instituto disse ainda que "não houve qualquer empenho da União na liberação dos insumos junto ao governo chinês".

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou nesta quarta-feira (17) que o Butantan deve entregar um lote com 3,4 milhões de doses da vacina CoronaVac para o governo federal a partir da próxima terça-feira (23).

O anúncio foi feito em entrevista a jornalistas após a assinatura de um novo contrato entre o Butantan e o Ministério da Saúde para o fornecimento de mais 54 milhões de doses da CoronaVac para todo o país. Somadas às 46 milhões de doses compradas pelo governo federal em janeiro, essas 54 milhões devem totalizar 100 milhões de vacinas CoronaVac para o Ministério da Saúde.

Na ocasião, o diretor do Butantan, Dimas Covas, e o governador João Doria, não citaram a impossibilidade de cumprir as entregas para o governo federal previstas para fevereiro. As entregas que, segundo o Ministério da Saúde, estão atrasadas, correspondem ao primeiro contrato, que totaliza 46 milhões de doses.

G1