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China tira dos EUA posto de principal parceiro comercial da UE.

A China reforçou em 2020 os laços comerciais com a União Europeia (UE) e tirou dos Estados Unidos o posto de principal parceiro de comércio do bloco.

Segundo dados divulgados pela Eurostat, a agência de estatísticas da UE, as importações pelo bloco de produtos vindos da China aumentaram 5,6% no ano passado, totalizando 383,5 bilhões de euros, enquanto as exportações de produtos europeus para o gigante asiático subiram 2,2% no período para 202,5 bilhões de euros.

Já os negócios com os Estados Unidos durante o último ano de governo do presidente Donald Trump encolheram, com as importações de produtos americanos diminuindo 13,2%, para 202 bilhões de euros, e as exportações de bens europeus para o país recuando 8,2%, para 353 bilhões de euros.

A Eurostat informou na manhã desta segunda-feira (15), que as exportações europeias subiram 1,1% entre novembro e dezembro, mas que as importações caíram 0,3% no período.

CNN

UE quer envolvimento de EUA na OMC em meio a desafios da China

A União Europeia planeja reforçar os apelos aos Estados Unidos para que alinhem suas prioridades de política externa com o bloco, sob o argumento que uma frente comum ocidental teria mais chances de levar a China a buscar políticas comerciais mais justas.

Quando a UE divulgar sua nova estratégia comercial na próxima semana, o bloco vai admitir que os EUA tinham preocupações válidas quando bloquearam a capacidade da Organização Mundial do Comércio de julgar disputas internacionais, e a reforma do órgão com sede em Genebra deve levar isso em consideração, segundo minuta da proposta vista pela Bloomberg.

A UE está revendo suas prioridades comerciais quando procura transformar fundamentalmente a economia para cumprir novos objetivos ambientais e digitais, ao mesmo tempo que aborda as crescentes desigualdades causadas pela globalização. Mas o projeto diz que um dos principais objetivos da UE será garantir que a China cumpra suas obrigações internacionais.

“A rápida ascensão da China, demonstrando ambições globais e perseguindo um modelo capitalista estatal distinto, mudou fundamentalmente a ordem econômica e política global”, de acordo com a revisão da política comercial. “Isso representa desafios crescentes para o sistema de governança econômica global estabelecido.”

Um porta-voz da missão da UE em Genebra disse que os comentários sobre a minuta do documento ainda estão em discussão e a publicação final está agendada para 17 de fevereiro. Um e-mail enviado a um porta-voz da Comissão Europeia com pedido de comentários não foi respondido de imediato.

Em 2019, o órgão de apelação da OMC, principal fórum para resolver divergências comerciais globais, ficou impossibilitado de decidir sobre novas disputas. Isso aconteceu porque o governo do ex-presidente Donald Trump se recusou a considerar quaisquer indicados para preencher vagas no painel durante os dois anos anteriores.

Com isso, as relações comerciais entre EUA e a China, dois dos três maiores membros, são conduzidas principalmente fora da OMC, segundo o documento.

“Um dos principais fatores da crise é que a adesão da China à OMC não levou à sua transformação em uma economia de mercado”, segundo o documento da UE. “O nível de abertura dos mercados da China não corresponde ao seu peso na economia global, e o estado continua a exercer uma influência decisiva no ambiente econômico da China.”

A revisão da política destaca a urgência de agir, pois 85% do PIB mundial virá de fora da UE em 2024, e a economia chinesa deve crescer 4,7% ao ano nos próximos 10 anos.

‘Aumentar a confiança’

A UE disse concordar com algumas das preocupações que o governo Trump levantou com relação ao funcionamento do órgão de apelação e instou os membros a considerarem uma proposta de 2019 elaborada em processo liderado pelo então presidente do órgão de solução de controvérsias da OMC, David Andador.

A UE pediu que o presidente dos EUA, Joe Biden, reverta a postura do governo Trump que recusou negociações para reformar o sistema de solução de controvérsias.

Exame

China pretende "cooperação na vacinação" com Europa central e do leste.

A Sérvia recebeu um milhão de doses da vacina contra o coronavírus desenvolvida pelos chineses e regista-se uma cooperação entre fabricantes húngaros e chineses desta vacina, indicou Xi, citado pela agência noticiosa oficial Xinhua.

Pequim vai "estabelecer esta cooperação de forma ativa" com outros governos, sublinhou Xi no decurso da Cimeira virtual entre a China e os Países da Europa central do leste (China-CEEC, na sigla em inglês), e que agrupa 17 Estados europeus.

A China forneceu uma aprovação condicional para duas vacinas elaboradas pela Sinopharm e Sinovac, duas empresas estatais. Já foram garantidos acordos para o fornecimento de milhões de doses à Turquia e a pelo menos mais nove países.

Pequim está a tentar reforçar as relações com os governos da Europa central e do leste no âmbito dos esforços destinados a garantir mais mercados para a exportação e oportunidades para as empresas chineses, em particular na área da construção.

A focagem no Europa de leste através do grupo China-CEEC, a iniciativa do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês destinada a promover as relações comerciais e o investimento com estes países, também designada "17+1", suscitou receios em França, na Alemanha e outros países da Europa ocidental sobre as intenções de Pequim em garantir influências políticas no interior da União Europeia.

Em simultâneo, Xi disse que a China pretende importar nos próximos cinco anos produtos agrícolas e outros bens provenientes da Europa central e do leste avaliados em mais de 170 mil milhões de dólares (141 mil milhões de euros), de acordo com a Xinhua.

Pequim está a tentar desenvolver novas relações comerciais e reduzir a dependência face aos Estados Unidos na sequência da guerra tarifária com Washington.

"Precisamos de acentuar a cooperação agrócila", disse Xi, ainda segundo a agência oficial.

Xi também apoio o projeto da Universidade Fudan de Xangai em estabelecer uma universidade na Hungria.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.325.744 mortos no mundo, resultantes de mais de 106,4 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 14.354 pessoas dos 767.919 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Notícias ao Minuto

Representante da China na UE espera rapidez no acordo de investimentos.

O chefe da missão chinesa para a União Europeia, Zhang Ming, deseja ver o acordo de investimentos a avançar durante a presidência portuguesa, neste primeiro semestre. Declarações obtidas pela correspondente da Antena 1 em Bruxelas, Andrea Neves.

"Esperamos que Portugal, durante a presidência rotativa da União Europeia, possa dar um empurrão ao processo. Idealmente, esperamos poder assinar os documentos preliminares que na primeira metade deste ano", afirmou Zhang Ming.

"A China e Portugal são parceiros próximos e Portugal, como membro da União Europeia vai beneficiar destes acordos. Haverá mais investimentos da União dirigidos para a China e claro também haverá mais investimentos chineses na União Europeia, incluindo em Portugal", reforçou o diplomata.

RTP

Marinha francesa desafia Pequim com patrulha no mar do Sul da China.

Um submarino nuclear e um navio de apoio da marinha francesa cruzaram esta terça-feira o mar do Sul da China, anunciou a ministra da Defesa de França, Florence Parly, desafiando as reivindicações territoriais de Pequim.

"Esta patrulha extraordinária acaba de completar uma travessia pelo mar do Sul da China", anunciou Parly, através da rede social Twitter.

"Trata-se de uma prova notável da capacidade da nossa marinha de se deslocar para longe e por muito tempo, em colaboração com os nossos parceiros estratégicos australianos, americanos ou japoneses", apontou.

A operação foi realizada pelo submarino de ataque nuclear "Emeraude" e o navio de apoio "Seine".

Navios de guerra norte-americanos e chineses estão constantemente a disputar posições no Mar do Sul da China, uma faixa de navegação vital na região Ásia Pacífico.

A China, cujo poder militar marítimo está em expansão, alega que grande parte do mar é seu e construiu várias ilhas artificiais equipadas com pistas, estações de radar e mísseis para reforçar a sua reivindicação, acusando os EUA, que regularmente patrulham as águas com meios aéreos, porta-aviões e outros navios de guerra, de se intrometerem numa disputa que é puramente asiática.

Vietname, Filipinas, Taiwan, Malásia ou Brunei são outros dos países que disputam a jurisdição sobre ilhas e recife naquele território marítimo.

Os Estados Unidos têm defendido a "liberdade de navegação", tornando esta área uma fonte potencial de conflito entre as duas grandes potências mundiais.

A França, aliada dos Estados Unidos, através da Organização Tratado Atlântico Norte, e que possui importantes zonas económicas exclusivas no Pacífico, há vários anos considera que a zona Indo-Pacífico e a defesa da liberdade de navegação são também prioridades suas.

"O porquê desta missão? Enriquecer o nosso conhecimento nesta área e afirmar que o Direito internacional é a única regra válida, seja qual for o mar por onde navegamos", enfatizou a ministra.

Essa patrulha também ocorre após a entrada em funções do novo presidente dos EUA, Joe Biden, que deve consolidar ou reafirmar certas alianças, abaladas nos últimos quatro anos pela presidência de Donald Trump.

Em abril de 2019, ocorreu um incidente naval entre navios chineses e a fragata francesa Vendemiaire, que navegava no estreito de Taiwan, outra área sensível para Pequim.

 

TSF

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