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Tensão com a China favorece acordo de comércio entre Índia e UE

"Não é inegável que o tipo de assertividade chinesa, tanto na fronteira da Índia como de forma mais ampla, levou os dois lados a aproximarem-se. E há uma visão, pelo menos em Deli, de que há uma necessidade de potências médias, por exemplo, como a UE e a Índia, se unirem para cooperar", afirmou Aaditya Dave, durante um webinar do Instituto Real de Serviços Unidos (RUSI) britânico.

O especialista em questões do sudoeste asiático lembrou, durante um evento dedicado à política externa e de defesa da União Europeia (UE), que chegar a um acordo de comércio com a Índia "tem sido notoriamente difícil" e que "um dos desafios crescentes é o crescente protecionismo dentro da Índia em termos das suas políticas de liberalização de mercado, a imposição de tarifas sobre as importações".

"Isso pode dificultar como a UE avança no relacionamento económico. Penso que uma mudança importante que aconteceu no último ano, ano e meio, foi a mudança para um debate geopolítico estratégico mais amplo sobre a relação UE-Índia, que antes era amplamente reservado à economia", vincou.

"Eu acredito que a relação Índia-UE será muito mais pragmática, e o relacionamento será muito mais focado em algumas realidades geopolíticas", afirmou Dave.

Portugal estabeleceu como uma das suas prioridades para a presidência rotativa da UE a de diversificar as relações com os parceiros do Indo-Pacífico, nomeadamente com a Índia, através da organização, a 08 de maio no Porto, de uma cimeira informal que irá juntar os líderes dos 27 e o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi.

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