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Xi Jinping pede parceria mais estreita com Argentina.

O presidente chinês, Xi Jinping, declarou que "a China está pronta para trabalhar com a Argentina para promover a cooperação envolvendo o o Belt and Road Initiative (Iniciativa Cinturão e Rota/Faixa e Rota) e avançar na construção de uma comunidade com um futuro compartilhado para a humanidade".

"A China dá grande importância aos laços bilaterais", disse Xi Jinping em uma recente troca de cartas com o presidente argentino, Alberto Fernández, pedindo esforços conjuntos para manter e aprofundar o desenvolvimento da parceria estratégica abrangente China-Argentina.

Xi Jinping observou que, desde que Fernández assumiu o cargo, eles conversaram por telefone e trocaram várias cartas, e chegaram a consensos importantes sobre o aprofundamento das relações bilaterais e o fortalecimento da cooperação em áreas como o combate à pandemia da COVID-19.

A pandemia tem sido um teste severo para todo o mundo, enfatizou Xi Jinping, acrescentando que, face à doença, as duas nações permaneceram unidas e se ajudaram, e que a amizade tradicional foi ainda mais elevada nesta batalha conjunta.

Segundo Xi Jinping, a China está pronta para intensificar a cooperação com a Argentina em pesquisa, desenvolvimento e aplicação de vacinas contra COVID-19, e continuará a fornecer tanto apoio e assistência dentro de sua capacidade para a luta argentina contra a pandemia.

Xinhua

Na América Latina, Casa Branca de Biden enfrentará uma China em ascensão.

Donald Trump enviou uma mensagem clara para a América Latina durante seus quatro anos de mandato: não faça negócios com a China. A mensagem foi ignorada. 

Enquanto o presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, se prepara para entrar na Casa Branca em janeiro, Pequim tem reforçado seu controle sobre grande parte da região, uma ameaça para os EUA no que antes era visto como seu quintal político. 

Uma apuração da Reuters, incluindo entrevistas com cerca de uma dezena de autoridades e conselheiros antigos e atuais e uma análise detalhada de dados comerciais, revela que, sob Trump, a China deixou os Estados Unidos para trás na maior parte da América Latina. 

Isso representa um desafio para Biden, que prometeu restaurar o papel de Washington como líder global após anos de "America First" de Trump, e disse que a redução da influência dos EUA na América Latina é uma ameaça à segurança nacional. 

"Eles devem ficar cientes de que a incompetência e a negligência de Trump na América Latina e Caribe terminarão no primeiro dia do meu governo", disse Biden à publicação Americas Quarterly em março. A equipe dele se recusou a fazer comentários para esta reportagem.

A promessa, no entanto, não será fácil de cumprir. 

Desde 2017, a China ultrapassou os Estados Unidos como o maior parceiro comercial da América Latina fora o México, adquirindo cobre andino, grãos argentinos e carne brasileira. 

O país asiático também elevou investimentos e empréstimos a juros baixos para a região, apoiando projetos de energia, fazendas solares, barragens, portos, ferrovias e rodovias. 

O ex-presidente boliviano Jorge Quiroga explicou o poder de atração da China à Reuters em La Paz neste ano, acrescentando que, ao lado do Brasil, o país asiático é o parceiro mais importante.

"As pessoas me perguntam quem eu prefiro, Estados Unidos ou Europa? Digo Brasil. E em segundo lugar? Digo China. Essa é a realidade da América do Sul", disse Quiroga.

 

"TRUMP NÃO MOSTROU INTERESSE" 

Autoridades da região alertaram que será difícil desbancar a China, um importante parceiro econômico e diplomático de muitos países latinos. Bilhões de dólares da China representaram uma tábua de salvação fundamental para países emergentes endividados, o que foi acentuado pelo impacto da pandemia de coronavírus. 

"Acredito que a China tem mais interesse na Argentina do que os EUA têm na Argentina. E é isso que faz a diferença", disse uma autoridade do governo argentino à Reuters. 

"Trump não mostrou qualquer interesse. Esperamos que Biden o faça." 

A China é agora o parceiro comercial número um de Brasil, Chile, Peru, Uruguai e outros. Ultrapassa de longe os Estados Unidos em termos de comércio com a Argentina. Tirando o México, o comércio da China com a região superou os Estados Unidos em 2018 e foi ampliado em 2019 para mais de 223 bilhões de dólares, contra 198 bilhões de dólares do comércio dos EUA, de acordo com uma análise da base de dados da ONU Comtrade. 

Os EUA permanecem bem à frente quando o México --seu principal parceiro comercial global no ano passado-- é incluído. O governo Trump foi visto por alguns países regionais como tendo feito pouco mais do que reclamar a contrapartes latino-americanas por se aproximarem da China, particularmente por meio de financiamento barato ou laços de tecnologia conforme a corrida pelo domínio do 5G esquenta.

Mark Feierstein, que assessorou o ex-presidente Barack Obama, disse que a falta de engajamento de Trump e a saída da Parceria Transpacífica criaram um "vácuo" que a China preencheu --e que Biden tentará reverter. "O que Trump fez foi fazer com que a China parecesse um parceiro melhor. Tudo isso vai mudar", afirmou Feierstein, agora conselheiro sênior do Albright Stonebridge Group e da CLS Strategies.

"VANTAGEM ESTRATÉGICA" - Uma Casa Branca com o democrata Biden provavelmente dará maior prioridade à América Latina, disseram analistas e ex-assessores, embora isso se dará em um momento de difícil recuperação da pandemia e de retomada dos laços na Europa e na Ásia.  Janet Napolitano, ex-secretária de Segurança Interna dos EUA no governo Obama, afirmou que Biden vê uma "vantagem estratégica para os Estados Unidos por terem relações muito fortes na América Central e do Sul".

Biden continuará fazendo advertências semelhantes contra a aproximação da China, mas pode oferecer mais incentivos financeiros e um retorno da ajuda humanitária que Trump cortou drasticamente.

"(Eles vão) reconhecer a dependência na América do Sul do mercado chinês para commodities e tentar com muito mais energia e generosidade oferecer apoio", disse Benjamin Gedan, ex-funcionário do Conselho de Segurança Nacional de Obama e agora um acadêmico do Wilson Center.

DIPLOMACIA ECONÔMICA 

A China aproveitou a oportunidade durante a pandemia para aprofundar os laços em toda a região, distribuindo suprimentos médicos como respiradores e máscaras para combater a Covid-19. Na Argentina, o governo anunciou uma enxurrada de iniciativas novas ou fortalecidas com a China nos últimos meses, como swap de moeda, cooperação espacial, curso de estudos militares chineses e testes de vacinas.

Os dois países têm discutido uma possível visita de Estado à China e a adesão da Argentina à iniciativa Belt and Road (Cintuarão e Rota) de Pequim. 

Margaret Myers, diretora do programa China e América Latina do Diálogo Interamericano, disse que, embora os empréstimos soberanos chineses tenham caído um pouco, em seu lugar vieram os financiamentos de bancos comerciais.

"A diplomacia econômica da China, seja por meio do comércio ou das finanças, abriu uma ampla variedade de portas", declarou ela, citando um empréstimo de 2,4 bilhões de dólares ao Equador pelo China Exim Bank este ano.

A ânsia da China por matérias-primas lhe dá uma vantagem na área abaixo da Região de Darién, devorando minério, combustíveis minerais, soja e cobre. Enquanto isso, governantes locais se interessam por importações acessíveis e financiamentos chineses. 

Os EUA pareceram mudar de curso nos meses que antecederam as eleições de novembro, lançando seu próprio conjunto de iniciativas na região em uma tentativa de competir com a China, embora muitos considerem isso muito pouco e tarde demais.

"Essa é uma competição de grande potência e está acontecendo em todo o mundo, incluindo a América Latina", disse uma autoridade de alto escalão do governo dos EUA, que pediu para não ser identificada. "Temos uma estratégia e estamos reagindo."

Francis Fannon, secretário adjunto do Escritório de Recursos Energéticos do Departamento de Estado, recém-chegado de uma visita a Brasil, Chile, Equador e Panamá, afirmou que a pandemia corre o risco de empurrar alguns países da região a parceiros como a China. 

"Com a Covid, isso está afetando a tomada de decisões econômicas e está afetando a psicologia dos países. Queremos encorajar os países a continuar no caminho reformista em que estão", disse Fannon à Reuters. 

"Os Estados Unidos são o parceiro escolhido. Foram e vão continuar sendo."

Ler artigo completo: Terra

As vacinas da China são mais adequadas para a África, América Latina, devido aos ‘custos mais baixos, logística mais fácil’.

Os países africanos e alguns latino-americanos prefeririam vacinas inativadas desenvolvidas na China, devido aos seus custos competitivos e logística mais fácil, para interromper sua crise pandêmica, disseram analistas dos serviços de transporte de vacinas e medicamentos.

Especialistas disseram que o apelo das vacinas chinesas para os países em desenvolvimento é óbvio, considerando os desafios que os países destinatários enfrentam na importação de vacinas ocidentais de mRNA, como o calor tropical, a distância e a escassez de freezers ultracongelados exigidos pelos produtores americanos.

Embora o Ocidente veja desvantagens nas vacinas da China, analistas médicos sugerem que as vacinas inativadas chinesas são favorecidas para inoculação em massa na África, já que as vacinas inativadas desenvolvidas na China podem ser fornecidas por refrigeradores fora da rede, que não requerem eletricidade avançada, Chen Yong, gerente da Lengwang Technology Co., que fornece soluções de cadeia de frio para a logística tradicional de produtos médicos, disse ao Global Times na terça-feira.

Ao contrário, as vacinas da Pfizer e Moderna dependem da tecnologia de mRNA, que precisa ser armazenada em torno de 70 graus Celsius negativos e 20 graus negativos, respectivamente. Tal exigência representa um desafio para os países africanos e latino-americanos, onde a infraestrutura de eletricidade deficiente não pode suportar os freezers ultrafrios durante o transporte, disse Chen.

Quanto ao preço, um freezer ultracongelado de alta qualidade pode custar até 100.000 yuans (US $ 15.215), enquanto o refrigerador comum da China pode custar milhares de yuans, dependendo do tamanho e do tempo de armazenamento, disse Chen.

"É muito difícil para os veículos manterem temperaturas tão baixas o tempo todo, e isso perturbará a cadeia de frio e afetará a qualidade da vacina, especialmente em comunidades rurais ou ilhas remotas", disse um especialista em vacinas de Pequim que pediu anonimato ao Global Times em Terça.

Como a vacina de mRNA é uma nova tecnologia para seres humanos, a maioria da equipe médica em países africanos e alguns países latino-americanos não tem experiência em lidar com suas reações adversas nem planos de emergência maduros em seus serviços médicos menos desenvolvidos, disse o especialista.

As três vacinas líderes da China que entram em testes de Fase III usam uma tecnologia mais convencional e madura de "vacinas inativadas", das quais a maioria dos profissionais da área médica pode lidar com seus riscos potenciais após uma rica experiência, disse o especialista.

As vacinas da China têm conduzido testes clínicos de Fase III em vários países da América Latina e da África, incluindo Brasil, Peru e Marrocos.

O Instituto Butantan, parceiro brasileiro em testes clínicos em estágio avançado da vacina inativada CoronaVac da China, disse ao Global Times na terça-feira que os resultados da Fase III sairão na primeira semana de dezembro, e pelo menos 74 voluntários foram infectados com placebo- ensaios controlados, número superior ao mínimo exigido para o estágio.

Um dos principais produtores da China, a Sinopharm, recebeu pedidos de mais de 100 países até agora, muitos dos quais da África, e a empresa ainda está discutindo cooperação futura, disse Xu Xin, diretor do Instituto de Produtos Biológicos de Pequim da Sinopharm. o Global Times em uma entrevista anterior.

A Moderna se candidatou na segunda-feira à Food and Drug Administration dos EUA para autorizar sua vacina para uso de emergência e, se aprovada, a vacinação para os americanos pode começar já em 21 de dezembro.

Os especialistas sugeriram que as vacinas desenvolvidas na China, embora com progresso promissor, têm sido menos favorecidas pelos mercados ocidentais.

"Os países ocidentais dependem de fornecedores de vacinas dos EUA e do Reino Unido, que podem satisfazer a maioria de suas necessidades", disse Tao Lina, especialista em vacinas de Xangai, ao Global Times. "As vacinas desenvolvidas na China são rejeitadas pelo mercado ocidental devido à falta de confiança e familiaridade do Ocidente com as vacinas chinesas e seus padrões de aprovação."

Mas Tao argumentou que a China ganhará mais apoio e confiança de outras partes do mundo por sua segurança de vacina garantida e eficiência prevista, especialmente depois que as vacinas desenvolvidas na China ganharam o endosso da OMS quando se juntou ao COVID-19 Vaccines Global Access Facility, ou COVAX.

 

Ler artigo completo em: Global Times

Marca chinesa de smartphones de baixo custo mira América Latina.

A marca chinesa de smartphones de baixo custo Realme, cujas vendas dispararam na pandemia em meio à expansão em mercados emergentes, está de olho na América Latina, onde planeja competir com pesos-pesados como Samsung e Huawei.

A empresa, fundada há dois anos, inaugurou operações na Colômbia, onde tem como alvo clientes jovens para vender sua linha de aparelhos relativamente baratos e bem equipados, disse Cristian Barrios, gerente de vendas no país.

Embora inicialmente esteja vendendo por meio de fornecedores online, como Mercado Livre e Falabella.com, a Realme, com sede em Shenzen, espera abrir suas próprias lojas no futuro e contratar até 200 funcionários em relação aos cerca de 15 que emprega atualmente. A expansão no Brasil, México, Peru e Chile pode ocorrer já no próximo ano, afirmou.

“Estamos aproveitando a experiência que temos em outros mercados emergentes, onde somos bem-sucedidos, e trazendo-a para a América Latina”, disse em entrevista por telefone.

As vendas da Realme subiram 45% no terceiro trimestre em comparação com o ano anterior, segundo a empresa de pesquisa de tecnologia Counterpoint. Sua presença crescente em países asiáticos em desenvolvimento impulsionou as vendas, o que ajudou a empresa a se tornar a sétima maior marca global de smartphones no final do trimestre, de acordo com a Counterpoint.

Para entrar na América Latina, a Realme terá que competir com aparelhos fabricados pela Samsung Electronics e Huawei Technologies, que dominam a participação de mercado. O impacto da pandemia, que deve causar a retração econômica mais forte em pelo menos um século na região, limitou a quantia que jovens estão dispostos a gastar, abrindo espaço para os celulares da Realme, que custam a partir de US$ 135, disse Barrios.

“Devido à situação da Covid, a América Latina tem muitos desafios, mas vemos muitas oportunidades aqui”, afirmou.

Ler artigo completo: Money Times

Parque solar construído por empresas chinesas ajuda a promover o desenvolvimento econômico na Argentina.

O Cauchari Solar Park, construído pela China Power Construction e pela Shanghai Electric Power Construction Company, está localizado na cidade de Cauchari, na província de Jujuy, a noroeste, a uma altitude de cerca de 4.200 metros acima do nível do mar. O projeto, autorizado pela Empresa de Gestão do Mercado Elétrico Atacadista da Argentina, abastece a rede com um total de 300 megawatts de eletricidade e tem vida útil de aproximadamente 20 anos. O parque solar, o maior do gênero na América Latina, ajuda a promover o desenvolvimento econômico local, eleva os padrões de vida em uma área com acesso limitado à energia e contribui para o desenvolvimento de fontes de energia limpa na Argentina.

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Ler artigo em: Xinhua.net

 

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