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Renováveis da China Three Gorges dispara 44% na estreia em bolsa.

As ações da subsidiária da China Three Gorges (CTG), maior acionista da EDP (Energias de Portugal), dedicada à energia renovável, subiram 44% na estreia em bolsa, a maior oferta pública inicial na China este ano.

A China Three Gorges Renewables Group conseguiu arrecadar o equivalente a mais de 2,9 mil milhões de euros na estreia na bolsa de Xangai, a “capital” económica da China.

O aumento na cotação das ações corresponde ao valor máximo diário de oscilação permitido pela bolsa de valores de Xangai antes de suspender as negociações.

Tratou-se da maior estreia nas praças financeiras da China continental desde a entrada em bolsa do grupo Semiconductor Manufacturing International Corporation, em julho passado.

Com a entrada em bolsa, a capitalização de mercado do braço da CTG dedicado às renováveis fixou-se no equivalente a 14 mil milhões de euros, segundo a agência Bloomberg.

A operação surge numa altura em que a China tenta reduzir a dependência da queima do carvão na produção elétrica com a aposta nas energias renováveis.

O grupo usará parte dos recursos adquiridos na venda de ações para cobrir quase metade do custo de sete projetos de turbinas eólicas fora da costa (offshore).

A agência de classificação de crédito S&P Global Ratings disse esta semana que a entrada em bolsa proporcionaria uma injeção significativa no balanço da empresa-mãe, a CTG, enquanto a subsidiária tenta um “ambicioso plano de desenvolvimento de energias renováveis não hidroelétricas” nos próximos anos.

A China Three Gorges Renewables lançou na terça-feira a sua primeira plataforma flutuante de energia eólica fora de costa na província de Zhejiang, leste da China.

A empresa disse que a plataforma pode fornecer “energia limpa e verde para 30.000 residências, por ano”.

Ao contrário das turbinas eólicas fixas, que só podem operar em águas rasas, as turbinas flutuantes podem gerar eletricidade mais longe da costa, aproveitando a força dos ventos oceânicos, mais fortes.

O Presidente chinês, Xi Jinping, prometeu atingir o pico das emissões de carbono da China até 2030 e a neutralidade até 2060, mas a recuperação económica alimentada pela indústria transformadora, depois da pandemia da covid-19, pressionou as ambições ambientais do país.

Em 2020, a China produziu quantidades recordes de aço e aumentou as aprovações para novas fábricas a carvão. Novos dados mostraram que as emissões da China aumentaram 15%, no último trimestre de 2020, em termos homólogos.

A CTG é o maior acionista da EDP, com 19,03% do capital da empresa, mesmo após ter vendido 100 milhões de ações da elétrica portuguesa, em janeiro passado, reduzindo em 2,5% a sua participação.

ECO SAPO