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  • Iniciativas do Observatório da China: Ópera de Pequim.
  • Biblioteca Digital para a investigação científica e o conhecimento da história da China.
  • Selos comemorativos: 40 anos das Relações Diplomáticas entre a República Portuguesa e a República Popular da China, com o apoio da Embaixada da China em Portugal.

Destaques do Observatório da China.

"Visão: A China, no caminho da ecocivilização". Artigo do membro do Observatório da China, Professor António Queirós para o China Radio International.

A República Popular da China, que desconhecemos: O socialismo de mercado e a crise da Evergrande. Artigo do membro do Observatório da China, Professor António Queirós para o Público.

"Covid-19 desmascara a manipulação desumana do governo dos EUA" - Artigo do Presidente do Observatório da China, Dr. Rui Lourido para o site China Radio International.

"Afeganistão: É impossível trazer a democracia pela guerra". - Artigo do membro do Observatório da China, Dr. António Queirós para o site China Radio International.

 

 

  O G20 e o Meio Ambiente, Clima e Energia.                                O empenho da China no G20.

       g20                                                                      g202

 As mentiras infames sobre a origem do Covid-19 e o contributo da China para a descoberta da verdade científica.

Chineses e Portugueses debatem aprofundamento das Relações Portugal/Europa com a China (China International Radio)

Visão: a China, cofundadora da Declaração Universal dos Direitos do Homem (China International Radio)

 

A República Popular da China, que desconhecemos: O socialismo de mercado e a crise da Evergrande.

António dos Santos Queirós

1 de Outubro de 2021

A Time chamou à República Popular da China (RPCh) “hybrid model of quasi-state capitalism and semi democratic authoritarianism”.

O Senado americano, no âmbito do National Debate Topic High Schools, 2016-2017, consultou centenas de estudos, ouviu dezenas de especialistas, sobre a China. O resultado deste processo pode ser traduzido na síntese da professora Chunjuan Nancy Wei, da Universidade de Bridgeport. “A reforma bem-sucedida da China produziu um sistema que não é soviético, nem anglo-americano, nem o estado de desenvolvimento da Ásia Oriental. Possui elementos de todos os três”. E o Senado concluiu: “Government Should Substantially Increase Economic and/or Diplomatic Engagement with PRC”.

Se a República Popular da China (RPCh) representa uma nova experiência histórica da democracia e do socialismo, o quadro conceptual ocidental da hermenêutica política não é o adequado para compreender a Nova China. Os intelectuais e líderes deste país têm vindo a elaborar tais conceitos: escolhemos um, para o aplicar à atual situação da Evergrande: “O socialismo de mercado.”

Da Nova Democracia ao socialismo de mercado

A criação da Frente Única contra a agressão japonesa foi crucial para a derrota estratégica do Japão e do nazi-fascismo na II Guerra Mundial, e conduziu à Conferência Consultiva Política do Povo Chinês concluída em 29/9/1949 - faz 72 anos nesta sexta-feira - que congregou o Partido Comunista Chinês, os oito partidos democráticos e delegados sem partido de todos os setores sociais da China e das suas 56 nacionalidades. Ali foram aprovados os princípios constitucionais da Nova Democracia, proclamada a 1 de Outubro, na Praça Tiananmen, a Praça da Paz Celestial!

A crítica à cultura da corte feudal e à guerra constitui uma das heranças vivas da filosofia taoista. Conjugada com cem anos de agressões e ocupações estrangeiras, entre os séculos XIX e XX, moldou os cinco princípios da coexistência pacífica da política externa chinesa. Mas contribui também, através de outro dos seus princípios, o de agir com o mínimo de interferência - mas com vontade firme e sentido moral, para configurar às relações de “governance” entre o estado socialista e o mercado.

Em síntese: O governo pretende que o mercado decida, mas não lhe concede todo o poder. O governo assegurará a estabilidade da macroeconomia. Continuará a prestar os serviços públicos. Defenderá a justa competência no mercado. Procederá à supervisão do mercado. Manterá um mercado ordenado. Promoverá o desenvolvimento sustentável. Intervirá quando o mercado falhar.

“A economia chinesa entrou num novo estado de normal, mudando a sua engrenagem da alta velocidade de crescimento para a velocidade média-alta... Passando do investimento em fatores de produção para o impulso da inovação”, anunciava o presidente Xi em 2015. O crescimento da China abaixo de dois dígitos deveria então ser interpretado à luz deste novo paradigma.

Na altura da crise do subprime, prestigiados jornais, como The Economist, previam que uma bolha gigante iria abalar a economia chinesa, como nos EUA. Mas o setor desenvolveu-se com a deslocação para as cidades de centenas de milhões de trabalhadores das áreas rurais, que, numa primeira fase, ultrapassavam largamente a oferta privada e pública disponíveis, alojando-se em condições precárias. O governo chinês, através do crédito acessível aos empreendedores e da política nacional de habitação social, equilibrou então o mercado e a oferta superou a procura.

A segurança social da China, universal, inclui, além dos cinco direitos comuns ao ocidente, o direito à habitação, subsidiada solidariamente por uma percentagem de descontos na folha salarial e outra que integra a TSU. O plano de erradicação da pobreza, proporcionou então às empresas do setor enormes oportunidades de mercado.

A linha abaixo da qual é definido o estado de pobreza, usada pelo Banco Mundial. é de US $ 1,90 por dia. Mas a China exigiu a si mesma um limiar acima de US $ 2,30. Acresce que, enquanto o padrão internacional da UNESCO, e dos países em geral, resume a libertação da pobreza à subida do rendimento, a China acrescenta-lhe as Duas Garantias e os Três Direitos (Garantias de alimentação e roupas adequadas e direitos de acesso à educação obrigatória, serviços médicos básicos e casa em bom estado).

Este esforço de reabilitação urbanística e habitação social permitiu que empresas como a Evergrande, no seu segmento imobiliário, apresentasse uma carteira de 214 milhões de metros quadrados de área bruta em desenvolvimento, bem como 146 projetos de reabilitação urbana, em junho de 2021.

A Evergrande China não é uma empresa dedicada apenas à imobiliária, mas um conglomerado com participações em empresas dos media, Internet, bancos, serviços financeiros, água, etc, pelo que, mesmo com a crise dos seus segmentos imobiliário e de carros elétricos, continuou a obter resultados positivos globais, embora os lucros brutos caíssem 16,5% para 222,69 bilhões de yuans (34,45 biliões de dólares) no primeiro semestre de 2021, e diminuísse em 28,87% o lucro líquido, para 10,5 bilhões de yuans (1,6 biliões de dólares).

Para aumentar a liquidez, a Evergrande vendeu 10 biliões de yuans em participações, renegociou os prazos de pagamento de dívida de algumas subsidiárias, mas continua a perder valor bolsista, sem conseguir atrair os investidores e acionistas de que necessita para se reorganizar.

A empresa reduziu o nível de endividamento graças a uma campanha de vendas promocionais, servindo de mote ao discurso do governo contra as práticas especulativas e a favor de viragem para o programa de construção de moradias para arrendamento, subsidiadas pelo 14.º Plano Quinquenal (2021-25), dirigidas particularmente aos jovens.

Sem a China, o mundo estaria em recessão

O investimento imobiliário na China cresceu 10,9 % de janeiro a agosto de 2021, face aos 12,7 % do ano passado, como resultado das medidas do governo chinês para combater a especulação, nomeadamente um maior rigor na atribuição de créditos e garantias bancárias.

O FMI e o Banco Mundial afirmam que, desde 2011, a China ultrapassou os EUA em poder de compra comparado, PPP [paridade de poder de compra], libertando da pobreza extrema 850 milhões de cidadãos, enquanto sem o contributo do PIB da China o mundo já teria entrado em recessão em 2016. Notícias falsas e especulativas geram instabilidade nos mercados bolsistas e podem “virar o feitiço contra o feiticeiro!”. Não é uma boa ideia alinhar forças para a guerra económica contra a República Popular da China.

Professor e Investigador da Universidade de Lisboa

Público

Novo Embaixador da China em Portugal Zhao Bentang Entregou Credenciais ao Presidente da República Portuguesa Marcelo Rebelo de Sousa.

O recém-nomeado Embaixador da China em Portugal Zhao Bentang entregou as suas cartas credenciais ao Presidente da República Portuguesa Marcelo Rebelo de Sousa na tarde do dia 2 de Março. O Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação Francisco André esteve presente na cerimónia da entrega das credenciais.

O Presidente Marcelo Rebelo de Sousa pediu ao Embaixador Zhao para transmitir as suas sinceras saudações ao Presidente Xi Jinping, e estendeu as boas-vindas e felicitações ao embaixador Zhao pela tomada da posse. Segundo as palavras do Presidente da República, a amizade entre Portugal e a China tem uma longa história, enquanto nos últimos anos têm sido registados intercâmbios frequentes de alto nível entre os dois países e a confiança mútua política tem sido continuamente reforçada. Em particular, a visita do Presidente Xi Jinping a Portugal em 2018 e a sua própria visita à China em 2019 foram ambas bem-sucedidas, levando as relações bilaterais a novos patamares. O Presidente afirmou ainda que, atualmente, a cooperação entre Portugal e a China nos domínios da energia, infraestruturas, comércio, finanças e saúde, bem como nas áreas cultural e interpessoal, já tem alcançado resultados frutíferos. Os dois lados têm vastos interesses em comum na defesa do multilateralismo e no combate às mudanças climáticas, etc.. A parte portuguesa está disposta a conceder apoio e facilidade ao Embaixador Zhao no exercício das suas funções e a trabalhar com a China para elevar as relações luso-chinesas a um novo nível.

O Embaixador Zhao transmitiu cumprimentos cordiais e os melhores votos do Presidente Xi Jinping ao Presidente Marcelo Rebelo de Sousa, ao governo e povo portugueses. Citando as palavras do Embaixador Zhao, nos últimos 40 anos depois do estabelecimento das relações diplomáticas entre a China e Portugal, as suas relações têm sempre mantido uma tendência positiva de desenvolvimento. Nos anos 2018 e 2019, o Presidente Xi Jinping e o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa trocaram visitas num espaço de tempo de menos de meio ano, apontando a direção para o desenvolvimento estável e sustentável da Parceria Estratégica Global China-Portugal. Sob a condução estratégica e promoção pessoal dos dois chefes de Estado, a cooperação pragmática China-Portugal nos mais diversos âmbitos ao abrigo de Uma Faixa e Uma Rota (BRI, na sigla em inglês) tem produzido resultados frutíferos, além de manter os dois países uma boa comunicação e cooperação nas áreas multilaterais. O Embaixador Zhao afirmou ainda que, como novo Embaixador da China em Portugal, fará o seu melhor para cumprir as suas missões, procurando avanços ainda maiores das relações sino-portuguesas e da sua cooperação pragmática.

O Embaixador Zhao Bentang chegou a Portugal no dia 27 de Fevereiro, e entregou, na parte da manhã do dia 2 de Março, as cópias das credenciais ao Secretário-Geral do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal Álvaro Mendonça e Moura.

Câmara de Cooperação e Desenvolvimento Portugal-China