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Papel de Macau tem se fortalecido em 22 anos.

Macau está de parabéns pelos 22 anos de criação da sua Região Administrativa especial (RAEM). O governo central da China privilegia o desenvolvimento de Macau, e também o de Hong Kong, ao integrá-las no projeto da Grande Baia de Guangdong-Hong Kong-Macau, junto com mais nove cidades. Esta é a maior oportunidade deste século para estas duas regiões administrativas especiais potenciarem um desenvolvimento sustentável.

Macau foi homenageada na 3ª Conferência de Cooperação Portugal-China, organizada conjuntamente pelo Observatório da China, pela Câmara de Cooperação e Desenvolvimento Portugal-China e pela União das Associações de Cooperação e Amizade Portugal-China. A conferência decorreu nos dias 14 e 15 deste mês de dezembro de 2021, em Lisboa, nas instalações da União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA).

O Secretário-Geral da UCCLA, Vítor Ramalho, na sua intervenção de boas-vindas, destacou o fato de a cidade de Macau ter sido uma das suas oito cidades fundadoras (1985) e de presidir, atualmente, a sua Comissão Administrativa. A Delegação Económica e Comercial de Macau (DECMACAU), em Lisboa, é a representante de Macau na UCCLA. Alexis Tam, atual chefe da DECMACAU, afirmou que o governo da RAEM continuará empenhado em contribuir para a cooperação bilateral e multilateral entre a China, Portugal e os países de língua portuguesa, em especial, nas áreas do turismo, comércio, investimento e educação (no âmbito do ensino do português).

O diretor do grupo de mídia Macau Business, José Carlos Matias, referiu que o Projeto da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau, em Hengqin, vai permitir, a médio prazo (2035), a diversificação económica, a cooperação científica e tecnológica e o investimento em indústrias de valor acrescentado.

O presidente da Associação dos Comerciantes e Industriais Chineses em Portugal, Choi Manhin, bem como o vice-presidente da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Chinesa, Ilídio Serôdio, consideraram Macau como porta fundamental e facilitadora da entrada das pequenas e médias empresas portuguesas e dos países de língua portuguesa na China. O CEO do Bison Bank, Bian Feng, mencionou que Macau será central no mercado offshore de compensação em RMB – o que implicará grande desenvolvimento dos serviços financeiros em Macau.

O diretor do Instituto Confúcio da Universidade de Lisboa, João Barreiros, recorda que, “para quem teve o privilégio de conhecer Macau”, era previsível a “sábia suavidade” com que se deu a sua integração na RPCh. Já a presidente da Associação Amigos da Nova Rota da Seda, Maria Fernanda Ilhéu, sugeriu que Macau poderia ter um papel mais ativo na cooperação científica Portugal-China-Países de Língua Portuguesa e alargá-la às instituições homólogas na parte continental da China, com uma coordenação em rede de programas de mestrados e doutoramentos e de linhas de financiamento para projetos de investigação conjunta.

O presidente do Observatório da China, Rui Lourido, dedicou a sua comunicação às relações de Macau com os países de Língua Portuguesa, no âmbito da iniciativa do Cinturão e Rota, tendo destacado a urgência de Portugal de modernizar a ligação ferroviária transeuropeia, de forma a ligar, por um lado, o porto de águas profundas de Sines à Rota Marítima da Seda do Século 21 da China e, por outro lado, ligar Sines à rede ferroviária Madrid-China.

A 3ª Conferência de Cooperação Portugal-China foi encerrada pelo secretário de Estado da Internacionalização, do governo de Portugal, Eurico Brilhante Dias, o qual destacou o importante papel de Macau nas relações presentes e futuras entre Portugal e a China.

A centralidade de Macau no diálogo com Portugal e os outros países lusófonos vem-se fortalecendo ao longo dos 22 anos de criação da RAEM.

Por Rui Lourido, historiador de Portugal

(Fotos: UCCLA)

CRI