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China protesta contra passagem de contratorpedeiro dos EUA no Estreito de Taiwan

A China protestou esta quinta-feira contra a passagem de um contratorpedeiro dos Estados Unidos pelo Estreito de Taiwan, numa altura em que ambas as nações aumentam as suas atividades navais na região.

A China rastreou e monitorou o USS John S. McCain, ao longo de sua passagem, na quarta-feira, disse Zhang Chunhui, porta-voz do comando militar do leste da China, em comunicado.

A passagem do contratorpedeiro enviou o "sinal errado" ao Governo de Taiwan e "deliberadamente perturbou a situação regional, ao colocar em risco a paz e a estabilidade em todo o Estreito de Taiwan", disse.

A China opõe-se firmemente a estas movimentações e as forças chinesas responderão com "estritas precauções e vigilância", acrescentou.

Taiwan vive como território autónomo desde 1949, altura em que o antigo governo nacionalista chinês se refugiou na ilha, após a derrota na guerra civil frente aos comunistas.

Os Estados Unidos são os grandes aliados da ilha.

Numa declaração de apenas uma frase, a Marinha dos EUA disse que o McCain "realizou um trânsito de rotina no Estreito de Taiwan, em 07 de abril, em águas internacionais, de acordo com a lei internacional", lê-se.  A Marinha dos EUA anunciou que o porta-aviões Theodore Roosevelt e o seu grupo de ataque reentraram no Mar do Sul da China no sábado para "conduzir operações de rotina".

Embora o Estreito de Taiwan esteja em águas internacionais, o seu trânsito por navios da Marinha dos Estados Unidos é visto como uma demonstração parcialmente simbólica de que Washington não permitirá que as forças de Pequim dominem aquele espaço marítimo.

TSF