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“Diplomacia agressiva”, a melhor expressão para os EUA

Numa entrevista concedida à mídia norte-americana, no dia 2 de maio, o secretário de Estado dos EUA, Antony John Blinken, atacou a China dizendo que está “cada vez mais agressiva” no exterior, com o objetivo de se tornar “o país dominante no mundo.” Este argumento é apenas uma expressão deliberada da chamada “ameaça da China”, que tem como objetivo abalar a relação entre o país asiático e o mundo ao mesmo tempo em que atende as necessidades da política eleitoral de Washington.

Para alguns políticos estadunidenses, a salvaguarda dos interesses legítimos de outros países é um ato “agressivo”, enquanto que para os EUA, a sua “diplomacia coerciva” é algo razoável. O “padrão duplo” dos EUA demonstra a sua hegemonia. Ironicamente, Blinken disse na entrevista que o objetivo de Washington não é conter ou suprimir a China, mas sim defender a ordem internacional baseada nas regras que “estão sendo desafiadas pela China.”

No entanto, os EUA não podem definir o mundo. Já não é um segredo para a comunidade internacional que o país norte-americano tenta trocar as “regras internacionais” pelas “regras americanas” e tornar o seu intervencionismo numa causa justa. Durante décadas, os Estados Unidos usaram ações práticas para interpretar o que são as “regras americanas”, isto é, atingir os seus objetivos estratégicos por meio de uma “diplomacia coerciva”, incluindo ameaças de força armada, isolamento político, sanções económicas e bloqueios tecnológicos.

No caso da China, desde a administração de Obama, Trump até Joe Biden, Washington aproveitou várias estratégias para conter e suprimir a China. Mesmo com o pretexto do “multilateralismo”, Washington não tem como ocultar a sua conspiração política.

As organizações internacionais também foram coagidas pelos EUA. Devido à obstrução contínua de Washington, o Órgão de Apelação da OMC foi paralisado em dezembro de 2019 devido à falta de juízes, o que representou um duro golpe para o sistema multilateral de comércio. Depois do governo Biden chegar ao poder, até agora, esta atitude continua inalterada.

Mesmo com a bandeira de “a América está de volta”, os aliados dos EUA não tiveram igualdade, mas sim coerção e ameaça.

Os países soberanos, grandes ou pequenos, fortes ou fracos, possuem status igual no direito internacional e ninguém está disposto a aceitar a coerção. Dias atrás, a chanceler alemã, Angela Merkel, deixou claro na coletiva de imprensa, após a Cúpula dos Líderes da UE, que a Europa precisa de uma política independente para a China.

O desenvolvimento da China tem como objetivo oferecer uma vida próspera para o seu povo, sem intenção de ser o país mais poderoso do mundo, o que já está claro e é reconhecido pela comunidade internacional.

CRI