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China é a primeira potência a criar a sua própria moeda digital

O yuan digital é uma moeda de transação online que pode ser operada através da aplicação criada pelo Banco Central de Pequim. Na fase inicial, 100 mil chineses foram convidados a experimentar a nova moeda que vai conviver com dinheiro físico já em circulação.

Numa segunda fase, “o Banco Central distribuiu a moeda digital pelos seis maiores bancos comerciais estatais e estes, por sua vez, enviaram a moeda e formaram os quadros de bancos menores e empresas de aplicações como o WeChat, uma ferramenta chinesa que mistura o tradicional sistema de mensagens do WhatsApp com um instrumento de pagamentos online”, como explica o WSJ.

A partir de agora qualquer um pode fazer transações com esta moeda “sem intermediários”, a não ser o Banco Central que controlará todos os movimentos, eliminando assim uma das características chave das criptomoedas: o anonimato.

Neste momento, “Pequim está trabalhando em protocolos internacionais com os principais bancos do mundo, como o Bank for International Settlements, na Suíça, com a intenção de seguir o caminho da sua moeda digital até aos destinos mais ocultos e aos paraísos fiscais mais atraentes do globo”, como refere a revista The Economist.

Além da China, a Índia também já anunciou que se está preparando para ter a sua própria criptomoeda. Cerca de 60 países ou organizações estão na corrida pela criação das suas próprias moedas digitais, segundo o Central Bank Digital Currency. A União Europeia é umas das principais entidades em campo, dado que está a investigar a possibilidade de um Euro digital. Portugal não consta da lista.

No início de março, a Mongólia Interior, uma província autônoma da China, cedeu a Pequim e proibiu a mineração de criptomoedas, tendo ainda declarado que encerraria todos estes projetos até abril, como refere a Bloomberg.

Sendo esta uma região favorita da indústria e do setor digital por causa da energia a preços acessíveis, as novas restrições publicadas no site da Comissão de Desenvolvimento e Reforma da Mongólia Interior têm como objetivo baixar o consumo de eletricidade para cerca de 1,9% em 2021.

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