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Huawei assina parceria em energia solar no Brasil.

A gigante tecnológica chinesa Huawei Technologies Co. Ltd. assinou uma parceria com a distribuidora brasileira de equipamento solar WDC Networks e com a operadora logística HDT Energy, avançou o portal noticioso BN Americas

Segundo a publicação, a Huawei disse num comunicado conjunto que a parceria vai trazer para o mercado brasileiro soluções avançadas de geração solar fotovoltaica com uso de inteligência artificial e optimizadores de alta performance.

A HDT Energy, que era já um parceiro estratégico da Huawei, vai tratar da logística, enquanto a WDC irá lidar com mais de 12 mil potenciais compradores, refere o comunicado.

“Queremos expandir a marca Huawei para o cenário residencial, comercial e industrial no país”, disse Fábio Mendes, Director de Canais e Vendas da Huawei para a América Latina.

Segundo a Huawei, o grupo chinês detém 30 por cento do mercado de inversores no Brasil, com equipamento instalado em mais de 70 projectos solares de médio e grande porte, com uma capacidade total de 4 gigawatts.

Fórum China-PLP

China responde por 70% do superávit comercial do Brasil, diz FGV.

O superávit comercial do Brasil com a China atingiu US$ 19,1 bilhões no acumulado de janeiro a maio deste ano. O valor equivale a 70,4% do saldo do país no período, destaca o boletim do Indicador de Comércio Exterior (Icomex) divulgado nesta terça-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre).

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, o superávit comercial do país somou US$ 27,1 bilhões, o maior valor da série histórica do governo federal iniciada em 1997.

O boletim destaca que os preços comandam o dinamismo das exportações brasileiras para China. A participação do país asiático nas exportações brasileiras passou de 32,5% para 34% entre janeiro-maio de 2020 e 2021. Entre esses dois períodos, a variação no volume exportado foi de 1,4% e a dos preços, 32,3%.

Para o mercado americano, houve equilíbrio maior entre preços e quantidade. Na mesma comparação, o volume embarcado aos Estados Unidos aumentou 12%, enquanto os preços médios avançaram 11%.

Para a Argentina, a elevação da quantidade é destacada no boletim. Nas exportações brasileiras de janeiro a maio ao país vizinho, o volume saltou 45,1%, enquanto os preços subiram 6,5%. Para os demais países da América do Sul a dinâmica foi semelhante, com avanço de 31,8% no volume e de 5,8% em preços médios.

Na balança como um todo, os preços continuam liderando o aumento do valor das exportações e os volumes, o das importações. Na comparação entre os acumulados até maio de 2020 para este ano, as exportações aumentaram em 30,6%, com alta de 20,8% nos preços de 7,1% em volumes embarcados.

Já nas importações, o valor subiu 20,9%, com avanço de 17,4% na quantidade e de apenas 3,3% nos preços, sempre de janeiro a maio deste ano contra igual período do ano passado. A maior variação dos preços de exportações comparados com os de importações levou a um aumento de 20,4% dos termos de troca entre os meses de maio de 2020/2021, ressalta o boletim.

A análise por tipo de indústria, aponta o Icomex, mostra que, no acumulado do ano, a indústria de transformação lidera o aumento do volume exportado, com crescimento de 10,3%.

Os dez principais produtos exportados foram açúcar e melaços, farelos de soja, carne bovina, combustíveis, celulose, carne de aves, semi-acabados de ferro ou aço, ouro não monetário, ferro gusa e veículos de passageiro.

O boletim destaca que, exceto os automóveis, todos os outros podem ser classificados como commodities. Na agropecuária, a soja explicou 89% das exportações do setor em maio e 78% no acumulado de janeiro a maio. Café e algodão foram os principais produtos após a soja.

G1

Covid: Itamaraty recusou reunião com a China para combater pandemia, diz TV.

Enquanto estava à frente do Itamaraty, a gestão do ex-ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo recusou o convite da China para participar de uma reunião virtual que tinha como objetivo tratar de ações para o combate da covid-19. Ofícios da embaixada do Brasil na China foram acessados pela TV Globo e divulgados no Jornal Nacional.

Os documentos estão sob posse da CPI da Covid e foram enviados entre 8 e 24 de julho de 2020. O envio do convite ocorreu mesmo após a gestão federal do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) atacar o governo chinês e insinuar que a economia do país asiático poderia estar se beneficiando da pandemia.

A reunião da qual o Brasil poderia ter feito parte contou com a participação virtual da China, do México, de Barbados, do Chile, da Argentina, da Colômbia, da Costa Rica, da República Dominicana, de Cuba, do Equador, do Panamá, do Peru, de Trindad e Tobago e do Uruguai.

De acordo com a TV Globo, o relatório enviado à Comissão Parlamentar de Inquérito contraria o depoimento prestado pelo ex-chanceler ao colegiado do Senado.

Ernesto havia dito que as críticas de Bolsonaro à China não haviam interferido na negociação do Brasil para a aquisição de imunizantes contra o coronavírus.

Bolsonaro chegou a citar que a origem do coronavírus poderia fazer parte de um plano de "guerra química" promovido pela China. O governo chinês chegou a se posicionar contra as declarações do presidente, afirmando que o vírus não deveria ser politizado. 

UOL

Grupo chinês vai modernizar projectos de energia solar no Brasil.

O grupo estatal chinês Power Construction Corporation of China Ltd anunciou na semana passada que vai lançar um projecto-piloto para renovar parte de duas centrais de energia solar no Brasil.

Num comunicado, o PowerChina diz que a sua subsidiária, SEPCO1 Electric Power Construction Co Ltd, foi contratada pela CGN Brazil Energy Holdings Ltd para substituir os inversores em cinco sub-matrizes dos respectivos projectos de energia solar.

A CGN Brazil Energy, subsidiária do grupo estatal chinês China General Nuclear Power Corp, pretende substituir, no total, os inversores de 88 sub-matrizes.

O PowerChina acredita que o projecto-piloto vai criar uma base sólida para a cooperação futura em energias renováveis com a CGN Brazil Energy, a quinta maior produtora de energia verde no Brasil, incluindo através de energia eólica.

O projecto-piloto é ainda um avanço significativo na aposta da SEPCO1 no mercado das energias renováveis da América do Sul, refere o comunicado.

Fórum Macau

Sob gestão de Araújo, Itamaraty recusou reunião proposta pela China para discutir combate à Covid, mostram documentos.

Documentos de posse da CPI da Covid e obtidos pela TV Globo mostram que, durante a gestão de Ernesto Araújo, o Ministério das Relações Exteriores se recusou a participar de uma reunião proposta pela China em 2020 para discutir ações de combate à Covid.

A informação consta de ofícios enviados pela embaixada do Brasil na China ao Itamaraty entre 8 e 24 de julho de 2020. Segundo esses ofícios, participaram do encontro China, México, Argentina, Barbados, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, República Dominicana, Equador, Panamá, Peru, Trindad e Tobago e Uruguai.

Integrantes e ex-integrantes do governo brasileiro costumam atacar a China. O próprio presidente Jair Bolsonaro já insinuou que a economia do país poderia se beneficiar da pandemia.

Segundo o Itamaraty, a China é desde 2009 o maior parceiro comercial do Brasil. O atual chanceler brasileiro, Carlos França, substituto de Araújo, tem reiterado que o país é um "parceiro-chave" na luta contra a Covid.

A Sinovac, farmacêutica que desenvolveu a Coronavac, já recomendou ao Brasil ter relação mais "fluida" com a China.

Em 8 de julho do ano passado, o embaixador do Brasil na China, Paulo Estivallet, informou ao Itamaraty ter sido contatado pelo diretor-geral do Departamento de Assuntos Latino-Americanos e Caribenhos da chancelaria chinesa, Zhao Bentang, para que fosse feita uma videoconferência entre ministros das Relações Exteriores da China e de países da América Latina.

Ainda no ofício, Estivallet afirma que, segundo Zhao, o objetivo seria discutir medidas de combate à Covid e "cooperação entre as partes em um contexto pós-pandemia".

Ao Itamaraty, Estivallet acrescenta ter dito a Zhao Bentang que a eventual participação de algum representante do governo venezuelano de Nicolás Maduro "inviabilizaria a participação do Brasil" no encontro. E, segundo o embaixador brasileiro, o diplomata chinês respondeu que entendia a posição do Brasil.

Na avaliação do embaixador, o encontro poderia ser "previsível e pouco substantivo". Mesmo assim, Estivallet escreveu a Ernesto Araújo:

"Considero recomendável a participação do Brasil, caso compatível com a agenda de Vossa Excelência. Ademais de refletir a importância de entendimentos pragmáticos sobre uma das principais, se não a principal, questão da agenda internacional, nossa participação também poderia dar sinalização útil para o encaminhamento favorável de questões práticas de relacionamento bilateral, inclusive no campo comercial."

Um dia depois, em 9 de julho, Estivallet informou a lista dos países convidados: Argentina, Barbados, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, México, Peru e Trinidad e Tobago.

Contudo, cinco dias depois, o embaixador em Pequim confirmou que o Brasil não participaria: "A embaixada transmitiu à chancelaria chinesa a decisão brasileira de não participar da videoconferência entre a China e países da América Latina e Caribe, prevista para o dia 23 de julho."

Os documentos mostram ainda que, em 24 de julho, um dia após o encontro, Estivallet relatou ao Itamaraty como havia sido a reunião, baseado em informação de uma agência de notícias chinesa.

G1

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