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Covid-19: China disponibiliza 60 mil vacinas a Moçambique.

O Ministro da Defesa moçambicano afirma que as vacinas vão garantir que as Forças Armadas consigam cumprir com as missões de combate a grupos insurgentes.

As Forças Armadas da República da China disponibilizaram esta quinta-feira a Moçambique 60 mil doses de vacinas contra a covid-19, anunciou o Ministério da Defesa moçambicano em comunicado.

"A receção do donativo está inserida nos esforços conjuntos de luta contra a pandemia da covid-19, que afeta o mundo em geral e particularmente os dois países", lê-se na mesma nota.

A cerimónia para a receção do donativo, destinado principalmente às Forças Armadas de Moçambique, contou com a presença dos ministros moçambicanos da Defesa e Saúde, Jaime Neto e Armindo Tiago, respetivamente, bem como com o embaixador chinês em Moçambique, Wang Hejun.

"As vacinas que estamos a receber vão garantir que as Forças Armadas consigam cumprir com as suas missões, com destaque para o combate a grupos insurgentes em Cabo Delgado e a Junta Militar da Renamo nas províncias de Manica e Sofala, centro de Moçambique", disse Jaime Neto.

Desde a declaração da pandemia, segundo os números oficiais, Moçambique tem um total acumulado de 837 mortos e 70.965 casos, dos quais 98% recuperados da doença.

O país espera receber, até ao fim deste ano, cerca de seis milhões de vacinas contra o novo coronavírus, num plano que ambiciona abranger 16 milhões de pessoas até ao próximo ano, segundo o Ministério da Saúde, que admite, no entanto, dificuldades devido à grande procura.

O plano de imunização será feito com o apoio do mecanismo Covax, através do qual Moçambique vai cobrir 20% da população, e o mecanismo complementar de aquisição direta que irá cobrir o restante, segundo o Ministério da Saúde.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 3.693.717 mortos no mundo, resultantes de mais de 171,5 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

SIC Notícias