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Comboios China-Europa crescem mais de 40%

Os comboios de mercadorias China-Europa cresceram mais de 40 por cento na primeira metade de 2021, de acordo com o maior regulador económico da China.

Jin Xiandong, porta-voz da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC), declarou em conferência de imprensa que os comboios de mercadorias China-Europa desempenharam um papel crucial na estabilização das cadeias industriais e de abastecimento internacionais.

As ligações ferroviárias tornaram-se cada vez mais importantes na ligação entre os dois continentes, principalmente no combate à pandemia do coronavírus, pois o transporte aéreo e marítimo internacional continua limitado, acrescentou Jin.

De acordo com o porta-voz da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, um total de 7.323 viagens de comboio de mercadorias China-Europa foram efetuadas no primeiro semestre de 2021, um aumento de 43 por cento relativamente a 2020.

Estes comboios transportaram 701.000 contentores de mercadoria, mais 52 por cento do que no ano anterior. Um total de 12,32 milhões de peças e 96.000 toneladas métricas de provisões anti-pandémicas foram enviadas através do itinerário.

Com uma taxa global de 98 por cento de contentores pesados, os comboios chegaram a 23 países e 168 cidades na Europa, como mostraram os dados do NDRC.

Plataforma Media

Exposição francesa em Pequim promove intercâmbio cultural.

A exposição "De Courbet, Corot ao Impressionismo - O Mundo de Luz e Sombra da Normandia, França" foi lançada no Museu Mundial de Arte de Pequim em Pequim em 17 de julho, como parte do Décimo Quinto Festival Croisements.

Aberta ao público até 15 de outubro, a mostra exibe 61 obras-primas francesas inspiradas na região da Normandia. Inclui obras de figuras-chave do movimento impressionista, como Claude Monet e Berthe Morisot; o líder do movimento realista, Gustave Courbet; e a pintora Camille Corot, da escola francesa Barbizon.

Na cerimônia de abertura, Laurent Bili, embaixador da França na China, expressou seu reconhecimento pelas conquistas alcançadas no intercâmbio cultural entre a China e a França e elogiou o valor artístico das exposições.

"Como a exposição de encerramento do Festival Croisements 2021 em Pequim, esta exposição reuniu mais de 60 obras de artistas franceses. Seguiremos os passos de mestres da arte franceses, incluindo Delacroix, Courbet, Corot, Bert, Moriso e Manet, para viajar por tempo e espaço na região da Normandia ", disse ele.

Ji Pengcheng, curador executivo do Museu Mundial de Arte de Pequim da China Millennium Monument, apresentou a posição única da região da Normandia na história da arte. Ele disse que a mostra apresenta obras-primas de antes e depois do movimento impressionista. Ele disse que representava uma excelente oportunidade para o público obter uma visão sobre o movimento da arte impressionista.

Esta exposição foi organizada pelo Monumento do Milênio da China e co-patrocinada pela empresa Beijing Wenze Times, a Escola de Arte e Design de Novas Mídias da Universidade de Beihang e a Universidade de Correios e Telecomunicações de Pequim. É apoiado pela Embaixada da França na China.

O Décimo Quinto Festival Croisements será realizado de 21 de abril a 31 de julho deste ano em 14 cidades da China. O festival inclui um total de 78 eventos culturais China-França, abrangendo artes visuais, música, teatro, cinema, dança, moda e literatura.

China.org.cn

UE desenvolve alternativa para tentar fazer sombra à Nova Rota da Seda.

 

A União Europeia (UE) está a desenvolver uma abordagem própria para tentar fazer sombra à iniciativa chinesa da "Nova Rota da Seda."

Entre outros projetos, Pequim já investiu no porto grego de Pireu e tem interesse em Itália, o que mostra a importância do mar Mediterrâneo para projetos de transporte e infraestrutura.

Reunidos em Bruxelas, os ministros dos Negócios Estrangeiros da UE decidiram dar, esta segunda-feira, um novo ímpeto à estratégia de uma "Europa Globalmente Conectada", demarcando um foco de investimento em infraestruturas e quadros regulamentares para ligar a Europa ao mundo a partir de 2022.

"[A abordagem] tem um propósito mais amplo de colocar a conectividade no centro de nossa política externa. Começámos a fazer isso há dois anos, com nosso acordo com o Japão. Mas atualmente é muito importante para nós olhar para os problemas de conectividade com o Médio Oriente, olhar para a Ásia Central e China", sublinhou, em conferência de imprensa, o chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell.

Melhor conectividade significa diversificação das cadeias de valor e redução de dependências estratégicas para a UE e parceiros.

Em junho, o presidente dos EUA, Joe Biden, convenceu os líderes do G7 a apoiar uma “alternativa” à Nova Rota da Seda da China.

Euronews

Cresce tráfego de trens de carga China-Europa via porto fronteiriço de Xinjiang no primeiro semestre.

O porto de Horgos, na Região Autônoma Uigur de Xinjiang, no noroeste da China, lidou com 3.057 trens de carga China-Europa na primeira metade deste ano, representando um aumento anual de 52,5% e ocupando o primeiro lugar entre todos os portos ferroviários do país.

O volume total de carga ferroviária em Horgos, o porto chinês mais próximo à Ásia Central e Europa por via terrestre, atingiu 4,29 milhões de toneladas, um aumento de 66,8% em termos anuais, segundo estatísticas alfandegárias.

Este ano foram abertas sete novas rotas de trens de carga China-Europa que passam por Horgos, o que eleva para 28 o número total de linhas de trens de carga através desse porto.

Wei Chunguang, funcionário da alfândega, disse que eletrodomésticos, produtos químicos e ítens de necessidades diárias constituem os principais artigos de exportação, enquanto as exportações de acessórios para automóveis e componentes eletrônicos estão ganhando ritmo.

Se registrou um aumento constante nas importações de autopeças e fio de algodão, entre outros, da Ásia Central e Europa nas viagens de volta dos trens de carga, acrescentou Wei.

Xinhua

China apela a consenso e cooperação com a Europa.

O Presidente chinês, Xi Jinping, pediu uma "expansão do consenso e cooperação" com os países europeus, para "enfrentar desafios globais em conjunto".

Xi Jinping fez o apelo durante uma videoconferência, realizada na segunda-feira com a chanceler alemã, Angela Merkel, e o Presidente francês, Emmanuel Macron, na qual foram abordadas as relações bilaterais entre a China e a União Europeia (UE).

Citado hoje pela televisão estatal CCTV, o líder chinês apelou ao "respeito mútuo" e "busca por interesses comuns", e a uma "gestão adequada" das diferenças, visando desenvolver os laços entre a China e a Europa.

"Esperamos que a Europa desempenhe um papel mais ativo nos assuntos internacionais, refletindo verdadeiramente a sua autonomia estratégica", exortou Xi.

O apelo surge após uma visita do Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, à Europa, que visou formar uma frente comum para desafiar a China em questões económicas e de Direitos Humanos.

A cimeira da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) apontou também, pela primeira vez, a China como um adversário.

Xi ressaltou o seu compromisso com um "verdadeiro multilateralismo", que permita resolver os problemas internacionais "por meio de consultas".

Apesar de a União Europeia reclamar há vários anos reciprocidade no acesso ao mercado, apontando que as suas empresas enfrentam regulamentos discriminatórios no país asiático, Xi pediu aos países europeus que "proporcionem um ambiente de negócios transparente e não discriminatório para as empresas chinesas".

O Presidente chinês pediu também às nações europeias para apoiarem a celebração dos Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim, em 2022.

A conferência entre os três líderes, que não foi anunciada antecipadamente, serviu também para abordar o comércio internacional, o combate às mudanças climáticas, a proteção da biodiversidade e a cooperação internacional no contexto da pandemia da covid-19.

RTP

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