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Porta-voz chinês afirma que a União Europeia deveria “parar de semear a discórdia” no Mar do Sul da China

Um porta-voz da Missão da China junto da União Europeia (UE) afirmou, no sábado, que os riscos de segurança no Mar do Sul da China vêm principalmente de fora da região e exortou a UE a parar de semear a discórdia.

Segundo ele, “o Mar da China Meridional não deve tornar-se numa ferramenta para certos países conterem e reprimirem a China e muito menos num campo de luta pela rivalidade entre as grandes potências.”

Os comentários vieram em resposta a uma declaração emitida pelo Serviço Europeu para a Ação Externa (SEAE), no sábado anterior. O serviço diplomático da UE afirmou que as tensões na região, "incluindo a recente presença de grandes embarcações chinesas no Recife de Pentecostes", põem em perigo a paz e a estabilidade.

A declaração do SEAE recordou também a “arbitragem do Mar do Sul da China”, em 2016.

O porta-voz da Missão chinesa afirmou que o recife de Niu'e Jiao (Whitsun Reef, em inglês) faz parte das ilhas Nansha da China. O recife e as suas águas adjacentes têm sido sempre importantes áreas de operação e de abrigo aos barcos de pesca chineses.

“Os barcos de pesca chineses estão recentemente a operar na zona e a abrigar-se do vento, o que é razoável e legal”, disse o porta-voz. “Como é que isso põe em perigo a paz e a estabilidade regionais?”

Segundo ele, "temos reiterado em várias ocasiões que a soberania, os direitos e os interesses da China no Mar do Sul da China são formados no longo curso da história e são consistentes com o direito internacional.”

O porta-voz observou que o chamado Tribunal Arbitral do Mar da China Meridional foi criado com base em atos e reivindicações ilegais das Filipinas. “Não tem legitimidade e a sentença que emitiu é nula e sem efeito. A China não aceita nem reconhece a sentença e rejeita firmemente quaisquer reivindicações ou ações baseadas na sentença.”

O porta-voz, comentando a estratégia da UE para a Cooperação no Indo-Pacífico, proposta pela UE na segunda-feira, salientou que a situação atual no Mar da China Meridional é, em geral, estável.

A China mantém uma estreita comunicação sobre questões relevantes com países da região, incluindo as Filipinas, disse o porta-voz, acrescentando que os países da região e não só viram claramente nos últimos anos que “os fatores desestabilizadores e os riscos de segurança no Mar da China Meridional vêm principalmente de fora da região.”

O porta-voz exortou a UE “a respeitar os esforços dos países da região no sentido de abordar adequadamente as diferenças, manter a estabilidade no Mar da China Meridional e parar de semear a discórdia.”

China.org.cn