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Ex-primeiro ministro grego diz que BRI deve tornar-se num projeto de novas relações UE-Ásia

O ex-primeiro-ministro grego, George Papandreou, disse numa entrevista recente à Xinhua que a Iniciativa de Cinturão e Rota (BRI) proposta pela China deveria tornar-se num projeto de novas relações entre a União Europeia (UE) e a Ásia.

Há muito que pode ser feito na cooperação Europa-China, e a Grécia tem um papel positivo a desempenhar, acrescentou ele.

Segundo ele, “a Iniciativa do Cinturão e Rota deve tornar-se num projeto de novas relações, construindo as novas e futuras relações da União Europeia com a Ásia e, claro, com a China.”

A Grécia tem um papel a desempenhar, uma vez que “trabalhou de perto com a China durante muitos anos”, sublinhou.

O antigo líder grego citou o investimento da China na COSCO Shipping no Pireu, o maior porto da Grécia, nos últimos anos, como um exemplo de cooperação frutuosa entre a Grécia e a China.

A empresa chinesa adquiriu a maioria das ações da Piraeus Port Authority S.A. (PPA) em 2016, após um concurso internacional, enquanto que a sua filial, Piraeus Container Terminal S.A. (PCT), gere o terminal de contentores do porto desde 2009. Desde então, a Piraeus tem testemunhado resultados impressionantes nos últimos anos.

Segundo observou Papandreou, o investimento para a modernização e expansão do porto, que continua também no contexto da BRI, tem ajudado à cooperação entre a China e a Europa, uma vez que o Pireu foi transformado num importante centro comercial, centro de transporte de mercadorias em ambos os sentidos.

“A Grécia e a China, como culturas antigas, têm muito a dar não só uma à outra, mas ao mundo”, salientou o ex-Primeiro-Ministro.

Quanto às perspetivas de cooperação bilateral no sentido de um desenvolvimento e prosperidade comuns, disse que a Grécia e a China poderiam trabalhar em conjunto em muitas áreas.

Para além do comércio, as duas partes podem colaborar em matéria de ambiente, turismo, bem como no intercâmbio de conhecimentos tradicionais em medicina e bem-estar, entre outros, explicou Papandreou, cujo filho estudou acupunctura na China.

XINHUA NEWS