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Turnê de filmes clássicos será realizada para celebrar centenário do Partido Comunista da China.

Uma coleção de filmes clássicos será exibida em uma turnê em toda a China no segundo semestre de 2021, como parte das celebrações do centenário do Partido Comunista da China (PCC).

O show, com exibições de filmes ao ar livre e interações, faz parte de um evento de celebração envolvendo 100 filmes clássicos com tema de revolução.

A turnê passará por mais de 10 cidades para engajar o público.

O evento de celebração é patrocinado pela Huaxia Film Distribution Co., Ltd., China Publishing Group Corp., e a plataforma de aprendizagem online xuexi.cn.

Xinhua

Ano do boi. A China à espera de deixar a pandemia para trás.

O boi é o segundo signo do zodíaco chinês. Segundo a mitologia, foi o Imperador de Jade que organizou uma corrida para decidir quais os 12 animais que entravam no zodíaco chinês - por ordem de chegada. Ora, o boi ia terminar primeiro, mas acabou por ser o rato, que antes o convencera a dar-lhe boleia, quem saltou por cima da sua cabeça e chegou à meta primeiro. Agora que o Ano do Rato está a chegar ao fim, com o Boi a suceder-lhe no dia 12, a China - e o mundo - bem precisa para enfrentar uma pandemia e a crise económica consequente da fiabilidade do Boi, um signo cujos nativos se caracterizam por serem honestos e trabalhadores incansáveis, como o animal que os representa.

Mas será boi ou búfalo? "Em relação aos animais, na língua chinesa existe sempre uma designação geral para uma espécie. Por exemplo, a palavra "niu" serve para designar todos os animais com características de "niu". Depois, o ideograma "niu" é antecedido por um outro que funciona como adjetivo para distinguir diversas variedades da mesma espécie: shuiniu/búfalo (niu de água), huangniu/boi (niu de cor amarela), douniu/touro (niu de luta), maoniu/iaque (niu de "pelos compridos"), nainiu/vaca leteira (niu de leite). A designação geral recebe também outros adjetivos para distinguir o macho da fêmea, por exemplo, gongniu refere-se a todos os nius machos, búfalo, boi, touro, iaque, enquanto muniu, búfala, vaca....", explica Wang Suoying, a presidente da Associação Portuguesa dos Amigos da Cultura Chinesa.

Para a académica, doutorada em Linguística pela Universidade Nova de Lisboa e a viver em Portugal desde 1991, "em português não existe tal designação geral (apesar de podermos entender que o niu significa gado bovino), pelo que a sua tradução é liberal para português. Muitas pessoas preferem usar a expressão "Ano do Búfalo", pois o búfalo é um animal sobretudo asiático e gosta de mergulhar nas águas enquanto não trabalha, apresentando uma cena poética e exótica. Os chifres do búfalo costumam ser mais longos e curvados, com grande valor estético e artístico. A escrita mais antiga de niu é mesmo o desenho que reproduz a cabeça do animal com chifres longos e curvados", explica. Os signos chineses mudam de 12 em 12 anos - cuidado se nasceu em janeiro ou início de fevereiro porque pode apanhar a transição nos signos chineses. Este é o Ano do Boi (ou Búfalo) de metal. Cada um dos 12 animais do zodíaco chinês - Rato, Boi, Tigre, Coelho, Dragão, Serpente, Cavalo, Cabra, Macaco, Galo, Cão e porco está associado a um elemento: madeira, fogo, terra, metal e água (12x5=ciclos de 60 anos, logo o último Ano do Boi de Metal foi em 1961).

Pequenos, grandes, dourados, brancos e pretos ou coloridos, de peluche ou papel. Na banca de Gong Linhua, em Wuhan, há bois - ou búfalos - para todos os gostos. O que quase não há são clientes no mercado da cidade chinesa onde há pouco mais de um ano começou a pandemia de covid-19. O cenário cheio de lanternas vermelhas assinala a época festiva, mas falta a agitação em torno das bancas de decorações e das carrinhas de comida de rua.

"É a primeira vez em 20 anos neste negócio que estou nesta situação", explicou à Associated Press. As vendas de decorações para o ano novo lunar têm sido tão más, que a vendedora, de 60 anos, admite mesmo reformar-se mais cedo se a economia não recuperar.

E a China, onde a pandemia começou mas que, com rigorosas medidas de contenção, conseguiu manter o vírus muito mais controlado do que a maior parte dos outros países, até viu a economia crescer uns espantosos 6,5% no último trimestre de 2020 - fazendo subir a média do ano para um crescimento de 2,3% do PIB. Para 2021, em que se assinala o centenário do Partido Comunista Chinês, a previsão é que cresça 8,2% - um valor de fazer inveja, mas mesmo assim sem chegar aos dois dígitos a que habituou o mundo.
Apesar de tudo, também em Portugal, a comunidade chinesa está preocupada. " No zodíaco chinês, o niu, aliás, o búfalo ou boi, é considerado laborioso, empenhado, com os pés bem assentes no chão. Olhando para a história, em 2009, Ano do Búfalo anterior, a pandemia de gripe A (H1N1) tirou muitas vidas humanas e, com a luta árdua durante todo o Ano do Búfalo, a humanidade ganhou a vitória, oficialmente declarada pela Organização Mundial da Saúde um ano depois, no Ano do Tigre", recorda a professora Wang. Para a docente da Universidade de Aveiro e investigadora do Centro de Linguística da Universidade Nova de Lisboa, "o Ano do Búfalo, 2021, será um ano de trabalho em que a humanidade aprende a conviver com a pandemia, com o cumprimento rigoroso das medidas profiláticas".

Diário de Notícias

Arqueólogos encontram, na China, resíduos de creme facial de 2,7 mil anos.

Arqueólogos encontraram resíduos de uma substância — datada do período chamado Primavera e Outono, entre os anos 770 e 476 a.C — contida num pequeno recipiente de bronze, guardado dentro da tumba M49 do sítio Liujiawa, no condado de Chengcheng, província de Shaanxi, no Noroeste da China. O que chamou a atenção da equipe foi a posterior descoberta de que tal produto, considerado raro, era utilizado como creme facial pelos homens da aristocracia. O anúncio foi feito pelos pesquisadores na última sexta-feira, dia 5, conforme divulgou o portal de notícias chinês "Global Times" nesta terça-feira, dia 9.

A equipe da Universidade da Academia Chinesa de Ciências envolvida na escavação acredita que o material analisado, de 6 gramas e 2,7 mil anos, pode ser um dos primeiros cosméticos masculinos do país. Os cientistas ressaltaram que outros objetos semelhantes foram achados naquela mesma província, mas também na província de Shandong, no Leste da China. De acordo com os autores do estudo, tais recipientes representavam o status de quem utilizava seu produto cosmético, além e mostrarem a importância da indústria de beleza durante o período histórico Primavera e Outono.

O resíduo encontrado pelos arqueólogos era feito de gordura adiposa de ruminantes combinada com a substância do "leite lunar" das cavernas, que tem sido usada para clareamento da pele.

“É chamado de 'leite lunar' no contexto geológico e o resíduo era feito da substância do leite lunar misturada com gordura de boi. A substância é de cor branca; os dois juntos foram usados ​​por pessoas antigas para clarear sua pele”, explicou Yang Yimin, chefe de uma equipe de pesquisa da universidade ao "Global Times" nesta terça-feira.

O projeto arqueológico foi publicado recentemente na revista acadêmica Archaeometry, intitulado “A ascensão da indústria cosmética na China antiga: percepções de um creme facial de 2.700 anos”.

"De acordo com, principalmente, os objetos de sepultamento que foram descobertos na tumba, investigamos se o creme facial deveria pertencer à aristocracia masculina da época. Os dados que você observa usando seus olhos podem às vezes ser insuficientes; nós, portanto, usamos métodos tecnológicos para fazer mais explorações, como a análise de ingredientes e questões cronológicas", acrescentou Yang. "Esses recipientes de bronze foram descobertos em cerca de dez outros lugares na China. Juntos, eles simbolizam a natureza industrial dos cosméticos nos tempos antigos".

Extra Globo

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