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Académico argentino destaca a formação que o PCC proporciona aos jovens líderes políticos

O académico argentino, Diego Mazzoccone, destacou a formação que o Partido Comunista da China (PCC) proporciona aos jovens líderes políticos na China e instou a aprofundar o intercâmbio e a cooperação entre quadros de jovens no país asiático e na América Latina.

Mazzoccone, numa recente entrevista, disse que “o PCC é um partido muito bem organizado, que treina os seus jovens com experiências diferentes para que, quando cheguem a uma posição chave, tenham as ferramentas e formação necessárias.”

O perito, diretor executivo do Centro Latino-Americano de Estudos Políticos e Económicos da China (CLEPEC), fez uma avaliação positiva do trabalho organizacional e de formação de equipas do PCC, notando que o PCC é um partido bem organizado e dotado de continuidade.

O cientista político e mestre em Cooperação Económica Internacional da Universidade Chinesa de Negócios e Economia Internacional (UIBE), disse que “os jovens na China que participam na política estão constantemente a participar em cursos de formação sobre diferentes questões e a viver experiências reais de gestão, o que é algo muito notável.”

O entrevistado, atual secretário-geral do Partido Justicialista (PJ) no 12º distrito da cidade de Buenos Aires, capital da Argentina, referiu-se também à importância do PCC reforçar a formação de jovens, assim como o intercâmbio entre jovens líderes políticos na China e na América Latina.

Mazzoccone recordou a sua participação num workshop de jovens líderes em 2013 e na atividade denominada “Ponte para o Futuro” em 2015, mencionando que o CLEPEC participou e colaborou em atividades destinadas a reforçar os intercâmbios entre as partes.

Segundo disse, “no âmbito da pandemia, estão a ser organizadas mais atividades virtuais. No passado dia 27 de abril, por exemplo, houve um interessante fórum em linha sobre a juventude chinesa e latino-americana no âmbito do centenário do PCC.”

O líder do PJ de Buenos Aires disse que a virtualidade é um desafio e uma oportunidade para trabalhar na formação à distância de jovens latino-americanos sobre a realidade da China.

Acrescentou que “é importante trabalhar neste sentido com organizações locais, tais como a CLEPEC. É mais fácil organizar estas formações conhecendo a realidade local, em conjunto, para que seja uma formação rica em formação e, ao mesmo tempo, fácil e amigável para os jovens.”

Questionado sobre as formas de aprofundar os intercâmbios, Mazzoccone considerou que “é importante continuar com as bolsas de estudo na China, uma vez que muitos jovens políticos que participaram em intercâmbios políticos na China decidiram ir lá estudar para obter um mestrado ou uma língua.”

Acrescentou também que “é importante continuar a dar bolsas de estudo a jovens políticos da região e gerar canais de diálogo permanente, não só em intercâmbios específicos, mas também com atividades contínuas, por exemplo com revistas conjuntas que promovam a participação de jovens políticos chineses e jovens políticos latino-americanos com conteúdos de ambos os lados.”

Mazzoccone considerou valioso gerar canais de diálogo entre jovens líderes chineses e latino-americanos para partilhar experiências e organizar atividades em linha numa base permanente.

“A América Latina é um continente muito grande, com um vasto território. É, por isso, difícil para nós vermo-nos pessoalmente. Portanto, a virtualidade é fundamental, não só para as relações com a China, mas também para que os jovens políticos latino-americanos se possam encontrar.”

O académico salientou que na Argentina os jovens começam a participar na política quando veem um líder ou um partido político que trabalha em defesa dos direitos dos sectores mais populares, nomeadamente dos sectores mais desfavorecidos da sociedade.

“No atual governo argentino podemos ver que o chefe do Gabinete de Ministros do Presidente Alberto Fernandez, o líder Santiago Cafiero, tem 40 anos; que o Ministro da Economia, Martin Guzman, tem menos de 40 anos; que o Ministro do Interior, Eduardo de Pedro, tem um pouco mais de 40 anos", analisou Mazzoccone.

“Há muitos jovens excecionais, muito bem educados e com experiência política, que estão a assumir papéis de liderança no país”, disse.

Spanish Xinhua