
O Centro Nacional de Resposta a Emergências na Internet da China anunciou dias atrás dois ciberataques deflagrados pelos Estados Unidos contra a China. Os dois casos estão relacionados à pesquisa de materiais avançados e tecnologias digitais das grandes empresas chinesas de ciência e tecnologia.
Nos últimos dois anos, as forças armadas dos EUA, além da CIA, passaram também a fazer ataques nessa área. Isso também pode ser visto na política norte-americana. No Plano de Implementação da Estratégia Nacional de Segurança Cibernética dos EUA deste ano, o Departamento de Defesa do país aparece cerca de 30% mais em comparação com o ano passado.
Em 2023, uma pesquisa financiada pelo Departamento de Estado estadunidense constatou que a China alcançou liderança em todas as 12 categorias de materiais avançados e um comando substancial em sete delas, incluindo materiais em nanoescala, materiais de revestimento e compostos avançados.
Esses materiais são usados principalmente em setores como o de semicondutores, aeroespacial e de dispositivos médicos, que são os principais segmentos nos quais os Estados Unidos planejam competir estrategicamente com a China.
Diante desses problemas, a solução dada pelo setor econômico e comercial norte-americano foi conter o desenvolvimento chinês com “dissociação”. Mas a ideia das forças armadas dos EUA é mais direta.
Os Estados Unidos lançaram ataques cibernéticos contra empresas chinesas e roubaram segredos comerciais para seus próprios interesses competitivos. O fato mostra mais uma vez que não houve mudança na intenção sinistra do país ocidental de suprimir a China.